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      Lei Chan U quer conciliar livre vontade com incentivos para aumentar a taxa de vacinação

      Lei Chan U quer aumentar a taxa de vacinação sem comprometer a livre vontade de cada cidadão, sugerindo uma política de incentivos por parte do Executivo. Através de um comunicado de imprensa, o deputado refere que a Administração deve tomar como exemplo os outros países e regiões que ultrapassaram o problema da baixa adesão.

      Lei Chan U enviou um comunicado à imprensa às redacções alertando para a urgência de aumentar a taxa de vacinação no território através da combinação da livre vontade de cada um e de incentivos do Governo.

      Na missiva, o parlamentar começou por relembrar as palavras do Chefe do Executivo Ho Iat Seng quando disse que a taxa de vacinação contra a Covid-19 era ligeiramente superior a 50%, e que se não atingisse a taxa mínima de 80% seria difícil “de negociar com as autoridades do continente para recomeçarem gradualmente a reabrir as fronteiras para excursões do interior da China”. O deputado referiu que recentemente foi declarado também que muitas províncias e cidades do continente estavam dispostas a autorizar a vinda de grupos turísticos para Macau. Porém, devido à falta deste padrão mínimo, não estavam dispostas a reiniciar os vistos.

      Lei Chan U frisou que, no seu entender, existem várias razões para a baixa taxa de vacinação no território, como a falta de confiança e preocupação relativamente à vacina, questões como se a inoculação tem ou não protecção adequada e quais os seus efeitos secundários, visto que a situação epidémica se aparenta relativamente estável em Macau.

      Para melhorar esta situação e fazer com que a economia recupere o mais depressa possível, sugeriu que o Governo deveria usar como referência as práticas de sucesso de outros países e regiões no estrangeiro, como a introdução de medidas de incentivo para encorajar a vacinação, e usou os exemplos da Coreia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos.

      Na Coreia do Sul, relembra o deputado, as pessoas que receberem pelo menos uma dose podem-se reunir em grupos até oito pessoas após 14 dias, e aqueles que tenham completado as duas doses da vacina deixam de ser obrigados a usar máscaras na rua. No Japão, os vacinados habilitam-se a receber um vale entre mil a dois mil ienes que serve também para estimular o consumo interno. Em Nova Iorque, nos Estados Unidos, existem incentivos extra, como o sorteio de apartamentos e até bolsas de estudo para vacinados.

      O vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau salientou que apesar da vacinação ser de teor voluntário e de o Governo respeitar o “direito à escolha”, espera que o público escolha de forma voluntária participar na construção de uma barreira contra a epidemia. Lamenta, porém, que o entusiasmo do público pela vacinação não seja elevado, defendendo que a única maneira de aumentar as taxas de adesão será através da adopção de medidas de incentivo, à semelhança de Hong Kong, tais como oferecer dias de folga aos funcionários públicos, encorajando assim outras organizações e empresas do sector privado a fornecer medidas semelhantes ao seu pessoal.

      No comunicado de imprensa, Lei Chan U salienta também que a recuperação da economia é um desafio devido à recorrência dos surtos e à dependência de Macau do sector do turismo, considerando assim que o aumento da taxa de vacinação é o “factor-chave” para a livre circulação de pessoas.

      O parlamentar alerta que apesar de a meta dos 80% na taxa de vacinação em Macau ainda estar muito longe de ser alcançada, mostrando que há ainda um longo caminho a percorrer, é possível atingir esse fim através de incentivos à população sem afectar o princípio da livre escolha de cada cidadão.