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      Início Sociedade Agência imobiliária suspeita de falsificar contratações para obter quotas de TNR

      Agência imobiliária suspeita de falsificar contratações para obter quotas de TNR

      Uma agência imobiliária foi denunciada por ter utilizado os dados do documento de identificação de um residente de Macau no registo de emprego, sem o seu conhecimento ou consentimento. Segundo as autoridades, a responsável da empresa admitiu ter declarado falsamente o número de trabalhadores locais para obter quotas de trabalhadores não-residente. Os dados foram recolhidos por um ex-colega do queixoso, que admitiu ter acesso à informação pessoal da vítima após ter guardado a fotocópia do seu BIR. O caso levou ainda à detenção de mais dois indivíduos.

       

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deu conta de um caso de contratação falsa numa agência imobiliária, tendo detido três suspeitos, incluindo um empresário local, de 70 anos, a proprietária da agência, de 50 anos, e uma funcionária do interior da China, de 30 anos, que terão cometido a falsificação e usado os documentos de identificação para obter mais quotas de trabalhadores não-residentes para a empresa.

      A queixa foi apresentada às autoridades no final do ano passado por um residente de 60 anos, que descobriu que os seus dados pessoais tinham sido usados, sem o seu consentimento, para o registo laboral numa agência imobiliária localizada na Taipa.

      De acordo com o CPSP, a vítima apenas teve conhecimento de que tinha sido registado como empregado da agência quando este estabelecimento estava prestes a fechar a operação, sendo que o queixoso foi notificado, por um amigo empresário, para submeter novamente uma fotocópia do seu bilhete de identidade de residente para os procedimentos de demissão do emprego.

      Como nunca trabalhou nesta agência, o lesado exigiu que o amigo, também associado a essa empresa, esclarecesse a confusão. No entanto, o amigo alegou apenas que a responsável da agência tinha referido que tinha autorização para o uso dos dados da vítima.

      Durante os interrogatórios aos envolvidos, o amigo do queixoso e a proprietária da agência admitiram à polícia que tinham usado os dados pessoais do residente para o registar como funcionário da empresa, “declarando falsamente o número de trabalhadores locais para obter quotas de TNR”.

      O CPSP apurou ainda que o amigo detido e o residente foram colegas, também numa agência imobiliária, que foi encerrada em 2017. Dessa forma, o amigo confessou que tinha guardado uma fotocópia do documento de identificação do queixoso, sabendo assim os seus dados pessoais.

      Além dos dois alegados autores principais do crime, a investigação policial detectou ainda mais uma funcionária de nacionalidade chinesa que tinha auxiliado no processo de registo de emprego. Contudo, esta negou ter conhecimento de que os dados do lesado foram obtidos sem o seu consentimento, referiram as autoridades.

      Para além disso, quando o CPSP procedeu a uma revisão da situação de contratação da referida empresa, foi detectado mais um residente, com 30 anos de idade, que tinha declarado falsamente ser funcionário da agência. O indivíduo, que se apresentou como um trabalhador na área da logística, admitiu à polícia que tinha registado falsamente o seu emprego na agência para assegurar a contribuição do Fundo de Segurança Social.

      O caso foi encaminhado para o Ministério Público, podendo o empresário e a proprietária da agência enfrentar as acusações de crimes de uso de documentos de identificação alheio, e os outros dois suspeitos de falsificação de documentos.

       

      Detida por burla a nove colegas em centro de reabilitação

       

      Na conferência de imprensa da polícia realizada ontem, a Polícia Judiciária (PJ) divulgou ainda a detenção de uma residente, de 44 anos, por suspeitas de ter burlado nove colegas num esquema de câmbio de moedas, resultando num prejuízo total de 630 mil dólares de Hong Kong. As nove vítimas são TNR de um centro de reabilitação em Coloane, incluindo dois homens e sete mulheres, com idades compreendidas entre 22 anos e 47 anos.

      Segundo a PJ, a suspeita começou a trabalhar no centro em Março deste ano e demitiu-se em meados de Maio. Durante esse período, terá alegado aos colegas que tinha “meios especiais” para acesso a descontos na troca de dinheiro.

      Atraídos pela possibilidade, os queixosos entregaram, em numerário ou por transferência bancária, dinheiro à suspeita. Porém, não conseguiram saber mais informações sobre o montante dado. Após ter sido detida, a mulher admitiu a prática de crime alegando ser viciada no jogo, e que já tinha perdido todo o dinheiro em apostas num casino no NAPE.

       

      PONTO FINAL