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      Início Sociedade À procura de patriotas "competentes e profissionais”

      À procura de patriotas “competentes e profissionais”

      O Governo Central quer destacar o reforço da capacitação das forças patrióticas nas Regiões Administrativas Especiais. A vontade foi afirmada numa sessão de consulta convocada na semana passada pelo mais alto órgão consultivo político da China. A Associação Nacional de Estudos de Hong Kong e Macau, por sua vez, defende que as autoridades de Pequim querem procurar mais patriotas “competentes e profissionais” em vez de “combatentes políticos”.

       

      Os princípios fundamentais de “patriotas a governar Macau” e “patriotas a governar Hong Kong” foram mais uma vez destacados e dominaram a 62.ª sessão de Consulta Quinzenal da 13.º Conferência Consultiva Política do Povo Chinês realizada na sexta-feira em Pequim.

      Tendo sublinhado a necessidade de compreender profundamente a inevitabilidade e urgência de reforçar a capacitação das fileiras patrióticas de Hong Kong e Macau, Wang Yang, presidente  do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), apelou aos esforços para unir os patriotas e ajudá-los a melhorar as capacidades, incluindo aumentar a consciência política, forjar laços estreitos com o povo e resolver problemas, de modo a contribuir para a realização de uma boa governança nas regiões administrativas especiais e garantir a prática constante de ‘Um País, Dois Sistemas’.

      Onze deputados do CPPCC e um representante convidado falaram na sessão, incluindo dois de Macau, Liu Chak Wan e Vong Hin Fai, enquanto que mais de 90 membros expressaram as suas opiniões através de videoconferência. Os membros aproveitaram ainda para felicitar John Lee por ter sido eleito novo Chefe do Executivo em Hong Kong, e expressaram confiança na harmonia, estabilidade, prosperidade e desenvolvimento da antiga colónia britânica.

      Na opinião de vários deputados, desde a transferência de soberania de Hong Kong e de Macau para a China, as forças patrióticas que amam o país e as regiões administrativas especiais implementaram profundamente o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, apoiaram firmemente a Constituição da República Popular da China e as Leis Básicas, desenvolveram trabalho e desempenharam um papel importante, resistindo aos testes e assumiram responsabilidades. Ao mesmo tempo, afirmaram que no meio das mudanças sem precedentes do mundo no século passado e da situação geral da grande estratégia de rejuvenescimento da China, existem ainda algumas deficiências e fraquezas no desenvolvimento de capacidades das fileiras patrióticas, frisando que todas as partes envolvidas ainda precisam de endividar esforços.

      Os deputados sugeriram que deveria ser dado destaque ao reforço da integridade política e da capacidade de governação entre os dirigentes das regiões administrativas especiais. Acrescentaram que, através a educação patriótica sobre a Constituição e a Lei Básica, protege-se os interesses gerais do país, havendo um esforço por construir uma equipa de governantes e funcionários públicos com sentido de responsabilidade que estejam atentos à “grandeza da nação” e sejam bons na resolução dos problemas do povo.

      Para os deputados, é essencial orientar as associações comunitárias e grupos políticos patrióticos de Hong Kong e de Macau para fortalecer ainda mais a sua posição política, promover a auto-reforma e fortalecer a gestão interna, de modo a expandir ainda mais o seu alcance e aumentar a sua influência. Enalteceram ainda a importância de haver uma união entre os sectores profissionais, aumentar o número daqueles que amam o país e amam Hong Kong e Macau, melhorando a composição dos membros da CCPPC das regiões administrativas especiais e reforçando a educação patriótica nos jovens nas regiões.

      Lau Siu-kai, vice-presidente da Associação Nacional de Estudos de Hong Kong e Macau, apontou que o desenvolvimento das forças patrióticas nas regiões administrativas especiais tem sido dificultado de várias formas antes e depois da transferência de soberania, e que a implementação do princípio de “governação por patriotas” tinha fornecido “a base e as condições para o desenvolvimento planeado e organizado das fileiras patrióticas”. Acrescentou que quanto às forças patrióticas ainda “existem margem para melhorias em termos de fornecimento de talentos, governação e solidariedade”, acreditando que o Governo Central e o Governo da RAE trabalharão em conjunto para reforçar as forças patrióticas através de uma concepção de alto nível, incluindo o reforço do sistema de consulta, unindo as organizações locais e fornecendo posições políticas.

      Para Lau Siu-kai, na construção das forças patrióticas nas RAEs há uma maior necessidade de “talentos competentes e profissionais” para colaborar com o Governo Central.

       

      PONTO FINAL