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      Fórum sobre futuro da Neurociência reuniu mais de 300 académicos na Grande Baía

      O cérebro é considerado o órgão mais misterioso e complexo do corpo humano e pouco se sabe sobre os aspectos neurofisiológicos envolvidos nas suas actividades. O tratamento de doenças cerebrais tem sido um desafio para sector de saúde e o ‘Projecto Cérebro’ é visto como uma solução para colmatar a lacuna entre a crescente busca de cuidados de saúde sobre o cérebro e o desenvolvimento atrasado no tratamento de doenças psiquiátricas e neurológicas. Nos dias 29 e 30 de Abril decorreu em Guangzhou a 1.ª edição da Cimeira da Neurociência Guangdong-Hong Kong-Macau” (BSSF 2022) e uma reunião académica sobre a “Neurociência e Investigação em Computação Neuromórfica”.

      A primeira edição da Cimeira da Neurociência Guangdong-Hong Kong-Macau” (Brain Science Summit Forum 2022, ou ‘BSSF 2022’, na sigla em inglês) e um encontro académico sobre Neurociência e Investigação em Computação Neuromórfica realizaram-se em Guangzhou entre 29 e 30 de Abril no hotel Shangri-La, na capital de província de Guangdong. O evento foi organizado pelo 3.º Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, coorganizado pelo 1.º Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, Hospital do Cérebro Afiliado da Universidade Médica de Guangzhou e Aliança Universitária Guangdong-Hong Kong-Macau para Doenças Psiquiátricas e Neurológicas.

      Segundo um comunicado de imprensa, mais de 300 especialistas académicos da China e internacionais ministraram aulas nas sessões presenciais ou por videoconferência, tendo atraído cerca de 200 mil pessoas que participaram remotamente.

      As conferências centraram-se nos resultados de investigações recentes no âmbito da Área da Grande Baía, abrangendo 16 temas de debate, nomeadamente reparação de lesões na medula espinal, perturbação do espectro do autismo, acidente vascular cerebral agudo, neuroimunologia, doenças de pequenos vasos cerebrais, cirurgia endoscópica da base do crânio e neurocirurgia minimamente invasiva, neurointervenção, depressão e disfunção cognitiva, infecções do sistema nervoso central, epilepsia e doenças neurodegenerativas, neurorreabilitação e regulação cerebral, reabilitação da deglutição, neuroimagiologia e função cerebral, enfermagem em reabilitação neurológica, megadados e inteligência artificial. Na ocasião, realizou-se também uma reunião académica sobre Neurociência e Investigação em Computação Neuromórfica com o intuito de desenvolver as propostas de pesquisa temática e apresentar o progresso do trabalho realizado.

      O ‘Projecto Cérebro’ (Brain Initiative) foi listado como um dos programas nacionais para o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta na China, revelou Rong Limin, presidente da Aliança Universitária Guangdong-Hong Kong-Macau para Doenças Psiquiátricas e Neurológicas e director do 3.º Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, adiantando que, para promover o desenvolvimento desta área académica, o hospital criou em 2018 o primeiro Centro de Investigação de Doenças Psiquiátricas e Neurológicas na região Sul da China e estabeleceu o Centro de Saúde Regional de Neurologia conjuntamente com o 1.º Hospital Afiliado da Universidade de Sun Yat-sen.

      Segundo o responsável, a constituição da Aliança Universitária Guangdong-Hong Kong-Macau para Doenças Psiquiátricas e Neurológicas foi aprovada em 2020. O grupo composto por nove instituições de ensino superior de Guangdong, Hong Kong e Macau visa reunir as forças de investigação da Área da Grande Baía, promover o intercâmbio e colaboração e possibilitar a criação e utilização mútua de recursos na área profissional referentes às doenças cerebrais.

      “O que precisamos de fazer agora é, antes de mais, capturar mais quadros técnico-profissionais diversificados nas investigações fundamentais através de uma abordagem de interligações e integrações multidisciplinares, combinar com outras áreas profissões tais como engenharia, megadados e inteligência artificial na área de saúde para fazer novas investigações”, frisou Rong Limin no seu discurso de abertura, afirmando que “no futuro, os resultados científicos e tecnológicos das investigações fundamentais serão transformados e incluídos nas práticas clínicas, aplicadas e servidas aos pacientes”.

      O projecto de investigação conduzido pelo 3.º Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen sobre a utilização de células estaminais no tratamento de lesões cerebrais e da medula espinal conseguiu obter resultados iniciais, e os investigadores estão a explorar activamente as aplicações terapêuticas das células estaminas no tratamento de outras doenças cerebrais, como a doença de Parkinson. Actualmente, o centro hospitalar já apresentou sete projectos de investigação clínica no que diz respeito a células estaminais, ocupando o primeiro lugar entre as instituições médicas a nível nacional, referiu o director.