Prestação de empréstimos pelo sector bancário aumentou 22%

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

A Associação de Bancos de Macau referiu que o sector bancário aumentou a prestação de empréstimos a empresas em 22% nos últimos dois anos, apesar do impacto económico causado pela pandemia, para que “as responsabilidades sociais sejam cumpridas” e “façam as devidas contribuições para o desenvolvimento económico e a estabilidade social”.

Citado pelo jornal Ou Mun, o presidente da associação, Ip Sio Kai, revelou que o saldo de empréstimos do sector bancário em 2021 registou 1,3 biliões de patacas, o que corresponde a uma subida de 22% em relação ao período antes do surto da pandemia. “Ao contrário de pedir celeridade na devolução dos empréstimos e disponibilizar menos capital para emprestar às empresas em Macau, a indústria investiu mais recursos nesse capítulo”, assumiu.

O também deputado representante do mesmo sector garantiu ainda que os bancos estão dispostos a cooperar com o Governo para lançar uma série de medidas de apoio ao mercado comercial, particularmente às pequenas e médias empresas (PME). Ip Sio Kai destacou que o número de pedidos de empréstimo, como o financiamento anti-epidemia para PME foi elevado em 2020. Entretanto, uma vez que as autoridades lançaram novamente um plano de bonificação de juros de crédito, o número de pedidos já diminuiu. “Isso poderá reflectir também a baixa confiança de fazer negócios em Macau por parte das PME devido à situação actual no mercado, portanto estamos a propor mais apoio económico, com mais flexibilidade, para as PME continuarem a operar”, frisou o vice-director geral da Sucursal de Macau do Banco da China.

Numa altura em que o Governo vai lançar mais uma ronda de apoio financeiro, o responsável sugeriu que o Executivo possa lançar um conjunto de medidas para garantir uma eficácia maior, permitindo o prolongamento do prazo de devolução de empréstimos, e emprestar o máximo possível às PME. Por outro lado, Ip Sio Kai salientou que o sector bancário de Macau conseguiu também nos últimos dois anos uma expansão de negócio nos mercados fora do território, registando um aumento de 33% no saldo de empréstimo não local, estimando que 60% do lucro de negócio da indústria venha do mercado fora da RAEM.

 

C.C.