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Terça-feira, 9 de Agosto, 2022
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      EDITORIAL

      Nascido em Maputo, quando a cidade ainda se chamava Lourenço Marques, José Craveirinha é considerado por muitos como a grande voz da poesia moçambicana, mas a sua grandeza nunca se fechou nas fronteiras de um país. Ecoando em português, mas também nas várias línguas para que foi sendo traduzida, a sua poesia é indissociável da história de Moçambique, da consciência da opressão imposta pelo regime colonial português e da luta pela independência, mas é na universalidade que atravessa os seus versos que podemos encontrar os motivos que justificam tamanha unanimidade. No fim de Maio, chegará às livrarias de Macau o livro Poemas Seleccionados, uma escolha editorial de Lola Geraldes Xavier, com tradução para chinês de Lu Jing e Wu Hui e chancela da PraiaGrande Edições. Com a edição do Parágrafo em regime bimestral, antecipamos o centenário de José Craveirinha, que se assinalará em Maio e que terá na publicação desta antologia bilingue em Macau um dos seus momentos altos, até por ser esta a primeira vez que Craveirinha é traduzido para chinês.

      Num movimento linguístico inverso, a editora brasileira Moinhos acaba de publicar o livro Não acredito no eco dos trovões, uma antologia de poemas de Bei Dao, um dos mais conceituados escritores chineses contemporâneos, traduzidos para português. Aqui publicamos o prefácio de Yao Feng a essa edição, contextualizando a obra de Bei Dao no panorama da literatura chinesa e mundial.

      Nesta edição destacamos também o trabalho do jornalista António Caeiro sobre os portugueses de Xangai, essa comunidade que fez da cidade chinesa a sua casa ao longo de mais de um século. Em Os Retornados de Xangai, publicado em Portugal pela Tinta da China, o antigo correspondente da Lusa revela as muitas histórias guardadas por estes portugueses e os seus descendentes, sempre com a história da China e as suas convulsões como pano de fundo.