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      Deputado insta Governo a combater o desemprego

      No momento em que a taxa de desemprego em Macau se cifra em pouco mais de 4%, o operário Lam Lon Wai pede às autoridades mais medidas para ajudar a estancar o problema que tem aumentado com a pandemia de Covid-19. De igual modo, considera, as autoridades “devem estudar activamente o mecanismo de apoio às empresas para suspenderem as suas operações e o mecanismo de assistência aos empregados que são obrigados a suspender o seu trabalho”.

      Num comunicado enviado às redacções, o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lam Lon Wai insta o Executivo liderado por Ho Iat Seng a combater com mais medidas o flagelo do desemprego que tem vindo a subir desde o início da pandemia para taxas consideradas históricas, se considerarmos a realidade do território nos últimos 10 anos, pelo menos.

      O parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vinca que a pandemia de covid-19 “tem tido um impacto significativo na economia local e no emprego dos trabalhadores”. Recorrendo a estatísticas oficiais tornadas públicas pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Lam Lon Wai lembra que a taxa de desemprego dos residentes, de Dezembro de 2021 a Fevereiro de 2022 foi de 4,3%, mais 0,1 ponto percentual do que no período anterior (Novembro de 2021 a Janeiro de 2022) e 0,4 ponto percentual do mesmo período do que Dezembro de 2020 a Fevereiro de 2021. “A taxa de desemprego subiu para um nível preocupantemente elevado nos últimos anos”, escreveu o deputado, sugerindo às autoridades que considerem “a formulação de medidas precisas de apoio às indústrias e tipos de emprego mais afectados pela Covid-19 ou aos trabalhadores que tenham cessado involuntariamente o trabalho, fornecendo assistência específica, materiais e empréstimos sem juros, entre outras ajudas”.

      Para Lam Lon Wai, o Governo deve “reforçar o aconselhamento em matéria de emprego e a correspondência entre a oferta e a procura de emprego para ajudar os residentes a superar as suas dificuldades e a procurar um novo emprego”.

      O também vice-presidente da FAOM recorda que o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, anunciou, no passado dia 1 de Abril, uma nova ronda de cartões electrónicos para incentivar o consumo interno na economia local. “Espero que as autoridades aprendam com a experiência e ofereçam uma nova ronda com um montante não inferior ao do ano passado e com uma maior percentagem de redução, por forma a oferecer mais e maiores concessões para estimular o consumo interno e revitalizar a economia em maior escala”, considera o parlamentar da FAOM, vincando que é “preciso enfrentar a adversidade”.

      Lam Lon Wai sugere ainda que as autoridades devem “intensificar as inspecções para evitar que certas lojas aumentem os preços indiscriminadamente”.

      E porque “empregadores e empregados enfrentam muitos desafios face à pandemia”, alguns estabelecimentos comerciais podem ser afectados pela política restritiva criada para combater a doença. “Os trabalhadores podem ser afectados pela política anti-pandémica em qualquer altura, por exemplo, através dos códigos vermelho ou amarelo, e podem ser obrigados a parar de trabalhar devido a uma mudança de código”, nota o operário, que admite que isso “pode ter um sério impacto na sua subsistência”.

      Ao mesmo tempo, considera que a Administração “deve estudar activamente o mecanismo de apoio às empresas para suspenderem as suas operações e o mecanismo de assistência aos empregados que são obrigados a suspender o seu trabalho”. “Isso servirá para criar um balão de oxigénio de protecção aos empregadores e trabalhadores que possam ser afectados pela pandemia em qualquer altura”.

      Recorde-se que, através do secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, o Governo de Macau admitiu que está a preparar uma nova ronda de cartões de consumo. O anúncio foi feito aos deputados durante uma sessão de interpelações orais na AL. “O cartão de consumo electrónico, para além de assegurar a vida da população, também consegue estabilizar a procura interna, sobretudo nesta conjuntura. Esperamos que, com isso, o mercado consiga ter algum fluxo e, assim, consigamos garantir emprego ou até criar algum emprego”, disse, não explicando como é que o plano será posto em prática, mas admitindo que será diferente dos outros anos.