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      CPSP recebeu 35 casos de maus tratos e crueldade contra animais desde 2017

      Ao longo dos últimos seis anos, o Corpo de Polícia de Segurança pública (CPSP) recebeu um total de 35 casos de maus tratos e crueldade contra animais. De acordo com dados enviados pela corporação ao PONTO FINAL, só nos primeiros dois meses deste ano foram recebidos quatro casos.

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) recebeu, só nos primeiros dois meses de 2022, quatro casos de maus tratos e crueldade contra animais. Segundo os dados facultados pelas autoridades ao PONTO FINAL, desde 2017 foram recebidos, no total, 35 casos.

      A lei de protecção dos animais, que entrou em vigor em Setembro de 2016, define o crime de maus tratos a animais como “o tratamento de animais por meios cruéis ou violentos ou por meio de tortura, que lhes inflijam dor e sofrimento”. Já o crime de crueldade contra animais pune “quem, com a intenção de infligir dor e sofrimento a animal, o tratar por meios cruéis ou violentos ou por meio de tortura, que resultem em mutilações graves, perda de órgãos importantes ou morte”.

      Assim, o CPSP detalha que, em 2017, foram recebidos seis casos de crueldade contra animais. No ano seguinte, o número baixou para três. Em 2019, foram registados quatro casos de crueldade contra animais e em 2020 apenas um. No ano passado, foi batido o recorde com nove casos de crueldade contra animais. Já nos primeiros dois meses deste ano, a corporação recebeu três casos do género.

      No que toca a casos de maus tratos contra animais, o CPSP não procedeu à estatística de informações referente ao período de 2017 a 2020. Já em 2021 foram tratados oito casos de maus tratos contra animais. Este ano, em Janeiro e Fevereiro, foi recebido um caso do género.

      Recentemente, recorde-se, registaram-se alguns casos de residentes acusados de violar a lei. No início deste mês, o CPSP anunciou a detenção de um residente de 41 anos por suspeitas de ter agredido até à morte um gato vadio. O homem acabou por admitir a prática do crime às autoridades policiais. Quanto ao motivo dos seus actos, o indivíduo alegou que estava de “mau humor” e com “pressão familiar” naquela altura, e sabia que havia gatos de rua no local perto da sua residência, tendo decidido levar uma vara de madeira para agredir os animais, um deles fatalmente. O caso foi encaminhado para o Ministério Público com a acusação de crueldade contra animais, ao abrigo da lei de protecção dos animais

      Já a 14 de Março o CPSP anunciou a detenção de um outro residente, de 63 anos, que terá cometido o crime de crueldade contra animais, neste caso, contra pássaros. As autoridades policiais revelaram que foram recebidas cinco queixas nos últimos dois meses sobre a descoberta de armadilhas para animais nas imediações do Jardim de Lou Lim Ioc, tendo sido encontradas aves feridas no local nos dois casos. A corporação deteve o suspeito, que alegou que estava perturbado com um problema dos roedores, pelo que adquiriu 40 armadilhas no ano passado. O residente relatou posteriormente que tinha também começado a caçar pássaros há alguns meses, uma vez que as suas plantas em casa tinham sido danificadas pelas aves.

      PONTO FINAL