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      Deputado sugere aposta no turismo náutico

      Considerando que isso possa atrair visitantes e promover a economia, Leong Sun Iok admite ainda que a aposta no sector turístico virado para o mar aumenta as oportunidades de emprego e divulga a cultura marítima que em Macau é milenar. O parlamentar considera ainda que o programa de vistos individuais para visitas à RAEM para iates não tem resultado.

       

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Sun Iok enviou ontem ao Executivo de Macau uma interpelação escrita onde insta as autoridades a apostarem no sector do turismo náutico. Para o operário, o desenvolvimento dessa indústria “é uma nova forma de enriquecer a marca do turismo marítimo, atrair visitantes de alto nível, promover o desenvolvimento da economia turística, aumentar as oportunidades de emprego e divulgar a cultura marítima”.

      Com o aumento e classificação da zona marítima exclusiva de Macau para 85 quilómetros quadrados, o parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) considera que as oportunidades são imensas, ainda mais com o foco virado para a área da Grande Baía e na cooperação com as cidades que a compõem

      A ideia, defende Leong Sun Iok, é apostar claramente no “desenvolvimento da indústria do turismo de iates, tais como a plena implementação do Guangdong-Macao Yacht Free Trade Scheme e o Qiong-Hong Kong-Macao Yacht Free Trade Scheme”. “A indústria do turismo de iates em Macau está a enfrentar muitas oportunidades. Isto abre muitas oportunidades para o desenvolvimento da indústria no território, e cria muitas oportunidades de emprego”, admite.

      Por isso, o deputado considera que há melhorias a serem feitas. A vitalidade do sector em Macau tem de passar por questões tão básicas como o “aumento da eficiência dos serviços através da utilização da tecnologia da Internet, como a criação de uma ‘app’ para facilitar os procedimentos de saída das embarcações”. Ao mesmo tempo, refere ainda Leong Sun Iok, o território tem de “melhorar as instalações de serviços auxiliares, como o planeamento de mais áreas de ancoragem, áreas de pesca ou pontos de ancoragem para embarcações de recreio que podem permanecer por um curto período de tempo para desfrutar da paisagem ao longo da costa sem afectar a navegação normal de outras embarcações”.

      O também vice-presidente da FAOM está ciente que o Governo da RAEM tem vindo a “investir recursos, energia e tempo no fornecimento de instalações adicionais, facilitando canais e melhorando o sistema, tais como a construção de uma área de atracação para iates em Coloane para melhorar as infra-estruturas, a implementação do programa de vistos individuais para visitas à RAEM para iates por forma a alargar os canais de desenvolvimento, e a alteração das leis e regulamentos sobre assuntos marítimos para facilitar o funcionamento dos navios”, entre outras medidas, mas Leong Sun Iok tem para si que os resultados alcançados até agora têm sido “limitados”. “Por exemplo, nos últimos seis anos desde a implementação do programa de vistos individuais para visitas à RAEM, o número total de iates do continente que chegam a Macau foi de apenas oito, enquanto o número de iates de Macau que vão para o continente é de zero, o que mostra que a situação não é satisfatória”, acusa o deputado.

      Leong Sun Iok refere que o Governo deve tentar “tirar lições da experiência adquirida a fim de acelerar a resolução dos problemas e dificuldades que têm dificultado o desenvolvimento da indústria”.

      A ineficácia do programa de vistos individuais para visitas à RAEM para iates preocupa o parlamentar operário. Em tempos, relembra o deputado, a directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), Wong Soi Man, referiu que as razões para essa ineficácia “eram as tarifas elevadas e a questão não resolvida das taxas para embarcações de recreio continentais que visitam Macau”. A responsável admitiu até que Macau estaria “numa posição passiva relativamente às políticas relevantes”, nomeadamente quando comparado com o continente e Hong Kong. “Agora que passaram quase três anos, podem as autoridades dizer-nos quais são os progressos na prossecução das questões relacionadas com o programa de vistos individuais para visitas à RAEM”, questiona Leong Sun Iok.

       

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