Os dados foram revelados pelo presidente do organismo, José Tavares, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Lo Choi In onde esta exortava o Governo a, entre outras coisas, conceder apoio financeiro às associações de protecção de animais para a sua implementação. As autoridades garantem estar em “permanente” colaboração com as associações protectoras dos animais locais.
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) revelou que abateu, por razões humanitárias, doença ou impossibilidade de sobrevivência natural, após avaliação por médico veterinário, 111 animais durante o ano passado. Ao mesmo tempo, acrescentou o organismo, “671 cães e gatos vadios foram adoptados ou reclamados, representando 82% do total, um aumento significativo em comparação com o período anterior à entrada em vigor da Lei de Protecção dos Animais, em que a taxa de adopção e de reclamação de animais vadios era de cerca de 50%”.
Na resposta a uma interpelação escrita da deputada Lo Choi In, que pediu ao Governo para que reactivasse os programas de “Captura, Esterilização e Devolução” (TNR, na sigla inglesa) e “Captura, Esterilização e Adopção Aberta” (TNA, na sigla inglesa), bem como concedesse apoio financeiro às associações de protecção de animais para a sua implementação, o IAM reiterou, através do presidente do organismo, que “está muito atento à gestão dos animais vadios a partir da fonte, tendo sempre como princípio o aumento do bem-estar e da saúde dos animais, dando ênfase à concretização do reforço das responsabilidades dos donos, à salvaguarda da salubridade pública dos bairros comunitários e à segurança pública”.
O IAM referiu que o método mais eficaz para o controlo do número de animais errantes é modelo TNA, uma vez que “reduz o número e a propagação dos animais vadios, procurando famílias ideais para esses animais vadios com condições para serem adoptados, de modo a encontrar um lar ideal e a que estes obtenham os cuidados adequados, a fim de se poder atingir o objectivo de solucionar o problema desde a sua raiz”.
Ao mesmo tempo, garante José Tavares, “o IAM tem vindo a colaborar com as associações protectoras dos animais locais, intensificando, de forma activa, a promoção da protecção dos animais, a valorização dos conceitos da esterilização dos animais com a maior rapidez possível, abandono zero, não criar animais à solta e do conceito da adopção em vez da compra, a fim de elevar a consciência dos residentes sobre a Lei de Protecção dos Animais e a Lei de controlo sanitário animal”.
Desse modo, “qualquer concessão de subsídios e terrenos às associações protectoras dos animais, por este assunto estar relacionado com a distribuição dos recursos financeiros gerais e o planeamento de terras da RAEM, nos termos legais, os respectivos pedidos devem ser recebidos e apreciados pelas autoridades competentes”, lembrou o IAM.
A também empregada bancária, presidente da Associação de Desenvolvimento dos Serviços Sociais de Macau-Guangdong, mostrou-se ainda preocupada com recentes casos de ataque efectuado por um grupo de animais errantes, “uma consequência negativa resultante da omissão das autoridades ao longo dos anos”. “O IAM tem vindo a discutir periodicamente diversos assuntos relativos aos animais vadios com as associações protectoras dos animais. Devido às limitações dos espaços urbanos e do ambiente natural de Macau, e tendo em consideração o efeito da salubridade dos bairros comunitários sobre o combate à epidemia, o IAM considera que, nesta fase, é difícil encontrar um local adequado para a implementação do TNR para os cães”, concluiu o organismo.
PONTO FINAL











