Número de queixas dos funcionários públicos baixou para nove no ano passado

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

No ano passado, os funcionários públicos apresentaram apenas nove queixas junto da Comissão de Gestão do Tratamento de Queixas Apresentadas por Trabalhadores dos Serviços Públicos. Numa resposta enviada ao PONTO FINAL, o órgão diz que a maioria das queixas incide sobre “problemas de comunicação interpessoal e gestão interna”, nomeadamente “conflitos interpessoais, falta de clareza nas normas e instruções de trabalho, bem como o ambiente e os equipamentos de trabalho”.

A Comissão de Gestão do Tratamento de Queixas Apresentadas por Trabalhadores dos Serviços Públicos recebeu apenas nove queixas ao longo do ano passado, adiantou o organismo em resposta ao PONTO FINAL. Entre 2017 e 2025, a comissão registou um total de 68 casos.

Em 2024, o número de casos recebidos pela comissão tinha sido o dobro em comparação com os do ano passado, ou seja, 18. No entanto, em 2023, o número de queixas foi de apenas 4. Em 2022 houve 10 queixas, em 2021 foram seis. Em 2020, 2019 e 2018, o número de queixas foi de quatro, seis e oito, respectivamente. Em 2017, foram registadas apenas três queixas de funcionários públicos.

Na resposta enviada a este jornal, a comissão explica que a maioria das queixas recebidas em 2025 incidiu principalmente sobre “problemas de comunicação interpessoal e gestão interna”, nomeadamente “conflitos interpessoais, falta de clareza nas normas e instruções de trabalho, bem como o ambiente e os equipamentos de trabalho”.

Na apresentação da queixa, o queixoso pode optar pela apresentação da reclamação ao serviço público a que pertence ou a esta comissão, sendo que as queixas contra os dirigentes máximos dos serviços públicos devem ser apresentadas à comissão. Todas as queixas apresentadas no ano passado foram dirigidas à comissão.

A comissão diz também que, para além de acompanhar as queixas levantadas pelos trabalhadores, recebe regularmente pedidos de esclarecimento, auxiliando os funcionários públicos a “analisar, através da escuta e comunicação, as contradições e situações decorrentes do trabalho, prestando apoio emocional e aconselhamento adequado”. A par disso, a comissão dispõe de formações e actividades de intercâmbio dirigidas aos dirigentes e chefias dos serviços públicos, com o objectivo de “apoiá-los na identificação das necessidades dos trabalhadores, na resolução antecipada de conflitos e na promoção da harmonia interna e de uma gestão mais eficaz”.

O regime de gestão do tratamento de queixas apresentadas por trabalhadores dos serviços públicos tem como objectivo “garantir o direito de queixa a todos os trabalhadores dos serviços públicos”, “promover a comunicação e criar um harmonioso ambiente de trabalho” e “aperfeiçoar a gestão e o funcionamento dos serviços públicos”.