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      Pequim2022: Chefe da Missão reconhece melhor participação lusa de sempre

      O Chefe da Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, Pedro Farromba, elogiou ontem “a melhor participação de sempre”, enquanto o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, considerou os “resultados positivos”.

       

      “Em termos de resultados, foi a melhor participação de sempre”, acentuou Pedro Farromba, Chefe da Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, em declarações à agência Lusa. O também presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) frisou que os três atletas presentes, que competiram em cinco provas, de esqui alpino e esqui de fundo, cumpriram “o principal objetivo” da delegação nacional, que passava por “melhorar os resultados das últimas edições”.

      “Acredito que, com o trabalho que foi feito, criámos as condições para mais e melhores missões olímpicas no futuro. Isto é uma demonstração da evolução dos desportos de inverno em Portugal nos últimos anos”, sublinhou Pedro Farromba, que mencionou o “esforço dos três atletas” e o “trabalho excecional” feito durante os últimos anos para estarem na China “ao mais alto nível, a competirem com os melhores do mundo, que têm mais condições de preparação”.

      Também em declarações à agência Lusa, o presidente do COP, José Manuel Constantino, vincou “as limitações e os condicionalismos” de Portugal, devido “às circunstâncias” de ser um país com pouca neve e estruturas adequadas para o treino de competição, mas elogiou Ricardo Brancal, Vanina Oliveira e José Cabeça porque “contribuíram de forma positiva” para cumprir os objectivos da missão portuguesa.

      “Foi uma participação positiva, dentro daquilo que eram as expectativas, que eram limitadas relativamente à participação portuguesa nos Jogos Olímpicos e, atendendo, naturalmente, ao contexto em que as modalidades de inverno se praticam em Portugal”, salientou José Manuel Constantino.

      Face a isso, o responsável olímpico reconheceu que as expetativas lusas para Jogos Olímpicos de Inverno são “muito comedidas”. “Visa sobretudo melhorar resultados, que os atletas alcancem fazer melhor do que nas edições anteriores, e permitir que o resultado seja um fator de incentivo para a melhoria da prática desportiva das modalidades em que estivermos presentes, embora com todos os condicionalismos”, referiu Constantino.

      O presidente do COP antecipou que os elementos da delegação portuguesa possam vir a aumentar “paulatinamente” no futuro, por via da criação de condições “nas modalidades de pavilhão”.

      Pedro Farromba lembrou que Portugal teve à beira do apuramento o snowboarder Christian Oliveira, o patinador de velocidade Diogo Marreiros, atletas do curling e, além dos atuais representantes, o dirigente vaticina a integração no programa de preparação olímpica de outros desportistas, nomeadamente das modalidades no gelo. “Pela primeira vez tivemos três atletas em competição em modalidades diferentes, e isso já foi um passo importante. Queremos evoluir para outras modalidades, nomeadamente as modalidades de gelo, que acredito possam ter nos próximos jogos uma presença importante na equipa portuguesa, pelo trabalho tem vindo a ser feito”, reforçou o Chefe da Missão em Sochi2014, PyeongChang2018 e Pequim2022.

      O responsável informou estar previsto apresentar em breve o relatório da missão olímpica, prevê em Abril ou Maio entregar ao COP e ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) o projecto de preparação olímpica para Milão-Cortina2026 e espera que “até ao final do ano” esteja combinada com a FDIP a verba a atribuir para o próximo ciclo olímpico, para que os atletas tenham com a maior antecedência as condições para a sua preparação. “O objectivo é ir evoluindo a cada edição dos Jogos, tendo a consciência plena de que só conseguimos ir melhorando se tivermos um trabalho muito intenso a cada quatro anos”, alertou Pedro Farromba.

      Nos Jogos de Inverno Pequim2022, que decorrem até domingo, na China, Portugal esteve representando no esqui alpino por Vanina Oliveira, 43.ª no slalom gigante e desclassificada no slalom, e por Ricardo Brancal, 37.º lugar em gigante e 39.º em slalom, enquanto no esqui de fundo José Cabeça terminou no 88.º lugar nos 15 km estilo clássico. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau