Edição do dia

Terça-feira, 25 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens quebradas
30.4 ° C
30.4 °
30.4 °
78 %
6.5kmh
83 %
Ter
30 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeZhuhai oferece recompensa até 100 mil RMB a denunciantes de entradas...

      Zhuhai oferece recompensa até 100 mil RMB a denunciantes de entradas ilegais

      O surto epidémico de Covid-19 em Hong Kong causou preocupação nas cidades vizinhas, sobretudo após os casos infectados que fugiram de Hong Kong para China Continental no início da semana. Os órgãos policiais de Zhuhai exortaram a população a identificar casos de imigração ilegal e contrabando, incentivando os denunciantes com uma recompensa que pode chegar aos 100 mil renminbis.

       

      À medida que a situação epidémica em Hong Kong se tem agravado a ritmo acelerado, foram detectados casos suspeitos de imigração ilegal, com pessoas a tentarem fugir da antiga colónia britânica para o interior da China. As forças policiais de cidades chinesas de Zhuhai e Huizhou lançaram medidas para exortar a população a ajudar na detecção da actividade criminosa transfronteiriça de imigração ilegal e contrabando, incentivando os denunciantes com uma recompensa de milhares de renminbi (RMB).

      As autoridades policiais de quatro distritos em Zhuhai, nomeadamente, Xiangzhou, Jinwan, Doumen e Zona de Desenvolvimento Industrial Nacional de Tecnologia de Ponta, ofereceram uma recompensa com um valor entre 10.000 a 100.000 renminbis para atrair a população a fornecer informações úteis no âmbito de combate aos crimes de imigração ilegal e contrabando.

      No comunicado divulgado pelo Corpo da Polícia de Segurança Pública de Zhuhai é referido que quaisquer pessoas podem fornecer informação no que diz respeito às actividades criminosas transfronteiriças como imigração ilegal e contrabando que não seja disponível ou relevada aos órgãos de segurança pública, e que terão direito a uma recompensa monetária após a veracidade da informação ter sido confirmada. A medida entrou já em vigor e tem um prazo de validade de um ano.

      Aqueles que denunciarem actividades ilegais e criminosas referentes a práticas de contrabando podem receber uma recompensa até 50.000 renminbis. Os denunciantes de casos relativamente ao transporte clandestino ou à organização de actividade de imigração ilegal serão incentivados com uma recompensa de 100.000 renminbis por cada embarcação ou veículo capturado utilizado nos trajectos, uma recompensa de 30.000 renminbis por cada cabecilha capturado e uma recompensa de 10.000 renminbis por cada imigrante ilegal capturado.

      Se as informações relevantes já tiverem resultado em recompensa de outros órgãos, não é possível solicitar uma recompensa repetidamente. E se pessoas diferentes relatarem a mesma informação às autoridades, apenas um denunciante vai ser recompensado, o que será determinado por ordem do tempo de apresentação de denúncia.

      As autoridades policiais da Zona de Desenvolvimento Económico e Tecnológico da Baía de Daya em Huizhou oferecem uma recompensa até 500.000 renminbis, variando consoante a gravidade do delito. A nota de comunicado publicada refere que o organismo adoptou uma medida rigorosa com o objectivo de combater as actividades criminosas de imigração ilegal e contrabando no contexto da epidemia, apelando que quaisquer pessoas que observem comportamentos suspeitos, como imigração ilegal e contrabando, comuniquem às autoridades de segurança pública em primeira instância.

      Os órgãos de segurança pública manterão os dados dos denunciantes confidenciais. As individualidades coniventes ou cúmplices no encobrimento ou ocultação com criminosos, ou que apresentem denúncia caluniosa ou de comprovada má-fé contra terceiro, podem incorrer em responsabilidade civil ou criminal nos termos legais, alertam as autoridades chinesas.

      Recorde-se que dois homens fugiram de Hong Kong na passada segunda-feira e descolocaram-se pela madrugada a Zhuhai através de uma embarcação, conduzindo posteriormente até à província de Hunan. Em coordenação com a polícia do Comissariado de Beihu, da cidade de Chenzhou, os dois suspeitos foram detidos e foram apresentados ao órgão de procuradoria pela prática do crime de obstrução à prevenção, ao controlo e ao tratamento de doenças transmissíveis. Ambos foram diagnosticados positivos de infecção epidemiológica por Covid-19.

      Conforme o relato do Sing Tou Daily, de Hong Kong, as autoridades chinesas revelaram que 15 pessoas são suspeitas de migração ilegal. Entre eles, 12 já foram localizados espalhados por diversas cidades chinesas, como Guangdong, Hunan e Fujian. As autoridades policiais de Guangdong estão a proceder a uma investigação a nível provincial.

      Segundo a Sing Tao Daily, a província de Guangdong emitiu um aviso a todas as cidades para reforçar as medidas de prevenção e de controlo da Covid-19, apontando que “15 individualidades entraram no território vindas de Hong Kong via Zhuhai, província de Guangdong. Doze foram localizadas, espalhadas em Guangzhou, Shenzhen, Foshan, Dongguan, Huizhou, Hunan e Fujian. Actualmente, dois dos imigrantes ilegais testaram positivo em Hunan e outros dois em Guangzhou. Todas as cidades e municípios deverão adoptar medidas preventivas de forma imediata”.

       

      Hong Kong em crise de saúde

       

      As cidades vizinhas de Hong Kong têm mostrado grande preocupação com a situação epidémica na Região Administrativa Especial. O número de novos casos confirmados em Hong Kong atingiu ontem 4.285 só num dia, e apenas 21 foram casos importados, enquanto o restante é de transmissão local. Contabilizaram-se mais de 7.000 pessoas que obtiveram resultados positivos preliminares, e mais de 1.200 casos confirmados estão a aguardar vagas de internamento em Hong Kong, segundo a Radio Television Hong Kong (RTHK) e a Commercial Radio Hong Kong (CRHK).

      Apesar de o Governo de Hong Kong estar agora a tentar arrendar, requisitar e construir mais espaços para colmatar a insuficiente oferta de camas destinadas a doentes, Leung Pak-Yin observou que, mesmo assim, com esta tendência de desenvolvimento do surto, o que o Governo está a fazer ainda está muito longe de satisfazer as necessidades efectivas. O especialista alertou que, na próxima semana, o número acumulado de casos confirmados em Hong Kong vai exceder 100 mil, e os sistemas de saúde deverão entrar em colapso.

       

      PONTO FINAL