REGRESSO DA LONDON BOOK FAIR
Agendada para acontecer entre os dias 5 e 7 de Abril, a London Book Fair prepara a sua primeira edição presencial ao fim de dois anos. Em 2020, a feira de Londres foi um dos primeiros eventos do ano editorial e livreiro a ser cancelado, por causa da pandemia, recolhendo-se a uma existência virtual que permitiu a continuação do negócio da venda de direitos de publicação. Agora, a London Book Fair regressa no formato de sempre e, segundo o seu director, Andy Ventris, os espaços para exposição e trabalho das editoras e agências literárias estão perto de esgotar (muitos deles estão comprados desde 2020, como disse Ventris ao site Publishing Perspectives). Espera-se que este seja o acontecimento que marca o regresso da actividade presencial às feiras e mercados do livro um pouco por todo o mundo.
JOÃO BARRENTO PREMIADO
O Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, foi atribuído a João Barrento. O ensaísta e tradutor foi escolhido por unanimidade pelo júri, que destacou a qualidade das suas traduções – nomeadamente de autores como Hölderlin, Goethe ou Walter Benjamin – e também a sua intervenção cultural e cívica, quer através dos seus escritos, quer pelo trabalho que tem desenvolvido na dinamização do Espaço Llansol.
CENTENÁRIO DE MARIA ONDINA BRAGA
A data de nascimento foi sempre 1932, até que a família de Maria Ondina Braga esclareceu que a autora, na verdade, nasceu uma década antes, sendo este o ano do centenário do seu nascimento. Para assinalar a data, prepara-se a edição das suas obras completas, com o selo da Imprensa Nacional – Casa da Moeda e a organização de Isabel Cristina Mateus (Universidade do Minho) e Cândido Oliveira Martins (Universidade Católica). A partir de Maio, chegará às livrarias o primeiro volume, reunindo os livros mais marcadamente autobiográficos, Estátua de Sal e Vencidos da Vida. Segue-se um volume que inclui várias biografias de escritores e um conjunto de textos inéditos, outro que incluirá romances como A Personagem ou Nocturno em Macau e mais quatro tomos, três deles reunindo os seus vários livros de contos e as crónicas e um outro publicando a correspondência, as conferências e outros textos dispersos. De fora destas obras completas ficarão os livros de poesia O Meu Sentir (1949) e Alma e Rimas (1952), que Maria Ondina Braga rejeitou, decisão que a família, acompanhando esta reedição da sua obra, decidiu respeitar.










