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      Início Desporto Cabo Verde caiu nos ‘oitavos’, mas jogadores “são uns heróis”

      Cabo Verde caiu nos ‘oitavos’, mas jogadores “são uns heróis”

      A selecção de Cabo Verde despediu-se da Taça das Nações Africanas ao perder nos oitavos-de-final frente ao Senegal, por 2-0. Os ‘Tubarões Azuis’, porém, viveram uma série de contratempos durante a competição, e devem ser considerados como “uns heróis” pela sua prestação, segundo Humberto Évora, médico da equipa.

       

      Foi uma participação algo inglória para Cabo Verde, que perdeu frente ao Senegal nos oitavos-de-final da Taça das Nações Africanas (CAN) e despediu-se da competição. Apesar de ter objectivos ambiciosos no evento, os ‘Tubarões Azuis’ deixam os Camarões, onde decorre a competição, com um sabor amargo e com a sensação de que poderiam ter ido mais longe.

      “Tanto o treinador com os jogadores são uns heróis. Temos lutado contra diversas adversidades que nunca pensei que pudessem acontecer assim num prazo acumulado, umas atrás das outras”, começa por dizer Humberto Évora.

      Em declarações ao PONTO FINAL, o médico da equipa cabo-verdiana falou das várias contrariedades que a equipa sentiu, desde casos de Covid-19 a uma intoxicação alimentar que afectou várias jogadores da equipa antes do jogo decisivo. “Tivemos quatro ou cinco jogadores que logo à chegada tiveram Covid, e tiveram em isolamento no quarto, portanto cinco dias sem treinar. Quando recuperámos do primeiro foi outra leva de dois ou três. Depois viemos para este hotel e estranhamente, dois dias antes [do jogo contra o Senegal], aparece um surto de gastroenterite, cerca de 12 pessoas, 7 ou 8 eram jogadores”, lamentou Humberto Évora, recordando que vários atletas estiveram em campo medicados para conseguir superar as adversidades.

      O médico da selecção contou ainda que nem conseguiu ver a derradeira partida até ao final, já que teve que acompanhar o guarda-redes Vozinha ao hospital após um lance com Sadio Mané. O jogador do Liverpool corria isolado e saltou para cabecear a bola quando se deu um choque de cabeças com Vozinha, fazendo com que os dois jogadores caíssem desamparados. “Teve de ir para o hospital, fui com ele e não vi o resto do jogo. Sofreu uma concussão cerebral”, contou ao PONTO FINAL.

      O guarda-redes cabo-verdiano acabou expulso na sequência desse lance, uma decisão muito contestada pelos ‘Tubarões Azuis’. Nessa altura, recorde-se, já Cabo Verde jogava com menos um jogador. Com superioridade numérica em campo, o Senegal pressionou mais o adversário e conseguiu marcar pelo inevitável Mané, aos 63 minutos, apenas cinco minutos depois da expulsão de Vozinha. Bamba Dieng, já nos descontos, sentenciou a partida ao fazer o 2-0.

      “Fica esse amargo, tenho a certeza que se tivéssemos em condições, não sei se o Senegal conseguiria. Eles têm outros argumentos, isso não há dúvida, mas mantendo a inteligência do esquema táctico, muita coisa poderia acontecer”, afirmou Évora, que deixou ainda algumas críticas à organização da competição. “Puseram-nos numa cidade com poucas condições, estamos num hotel quase isolado, algo que não é viável em alta competição. Do hotel para o hospital é mais de uma hora de viagem”, lamentou.

       

      Guiné-Bissau aquém das expectativas

       

      A aventura da Guiné-Bissau nos Camarões terminou com uma derrota por 0-2 frente à selecção da Nigéria. Os ‘Djurtus’ acabaram por ter uma prestação muito aquém das expectativas, terminando a prova com apenas um ponto. Na primeira jornada, a selecção guineense empatou sem golos frente ao Sudão, depois perdeu por 0-1 perante o Egipto, antes da segunda derrota, desta vez diante da Nigéria.

      A Guiné-Bissau, pela terceira participação consecutiva, foi eliminada na fase de grupos do Campeonato Africano das Nações de futebol.