Edição do dia

Quinta-feira, 29 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
18.9 ° C
18.9 °
17.9 °
77 %
3.1kmh
40 %
Qui
21 °
Sex
17 °
Sáb
16 °
Dom
20 °
Seg
22 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Sociedade Mais de 200 instituições aderiram à recolha de resíduos alimentares

      Mais de 200 instituições aderiram à recolha de resíduos alimentares

      Mais de 200 instituições locais, como serviços públicos, escolas e associações fazem neste momento parte da iniciativa de recolha de resíduos alimentares domésticos na comunidade. Para a melhor promoção do tratamento deste tipo de resíduos e da valorização dos alimentos, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental garante criar mais postos de recolha com os seus “Centros Ambientais Alegria”, bem como comunicar com as autoridades competentes de forma a reservar espaço para equipamentos de recolha de resíduos alimentares nas habitações públicas

       

      A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) revelou que existem, actualmente, mais de 200 instituições locais que participam na iniciativa de recolha de resíduos alimentares junto da comunidade, desde a sua implementação em 2018, e a rede da recolha comunitária será alargada no futuro.

      Em resposta a uma interpelação do deputado Ngan Iek Hang acerca dos trabalhos sobre a recolha de resíduos alimentares no território, o director da DSPA, Tam Vai Man, salientou que o organismo tem vindo a incentivar essa acção amiga do ambiente em diferentes níveis, conseguindo agora atrair os serviços públicos, instituições médicas, estabelecimentos educacionais, hotéis, supermercados, bancos, associações e restaurantes para aderirem à iniciativa.

      A DSPA afirmou ainda que irá continuar a encontrar locais adequados para criar mais “Centros Ambientais Alegria”, no âmbito da recolha dos resíduos alimentares domésticos e meios diversificados.

      Recorde-se que o programa de recolha de resíduos alimentares junto da comunidade, lançado anteriormente pelo Instituto para os Assuntos Municipais, passou para a responsabilidade da DSPA. E em Abril do ano passado, as autoridades começaram a implementar mais políticas sobre a recolha de resíduos alimentares domésticos, que pode ser efectuada nos “Centros Ambientais Alegria” desde aquela altura. O número dos postos de serviços foi aumentado este ano para um total de seis locais, incluindo em Seac Pai Van, Ilha Verde, Toi San, Iao Hon, Praia do Manduco e Ponte Negra.

      “Os cidadãos devem colocar os resíduos alimentares em recipientes adequados para escoar primeiro, o máximo possível, o molho e a água dos alimentos, sendo o limite de peso dos resíduos alimentares a reciclar de 3 kg, por cada recolha. Até ao final de Dezembro de 2021, nos Centros Ambientais Alegria da DSPA foram recolhidos, ao todo, mais de 4.300 kg de resíduos alimentares domésticos”, lê-se na informação divulgada pelas autoridades ambientais.

      Na interpelação, Ngan Iek Hang mostrou-se preocupado com os trabalhos de tratamento do desperdício alimentar. “De acordo com a sinopse do trabalho relativa à redução e reciclagem de resíduos alimentares, divulgada pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), os resíduos alimentares representam cerca de 30% a 40% do total de resíduos sólidos urbanos, portanto, uma quantidade muito elevada”, notou, instando o Governo a reforçar a publicidade e aumentar os pontos de recolha de resíduos alimentares nos bairros comunitários, de modo a que o público “tenha condições para a classificação dos resíduos alimentares, ao invés de os misturarem com outros resíduos”.

      O deputado ligado à União Geral Associação Moradores lembrou que, em termos de um projecto-piloto, a DSPA instalou equipamentos de tratamento de resíduos alimentares nos edifícios de Habitação Pública de Seac Pai Van, entre Julho de 2016 e Junho de 2017, “tendo estes equipamentos processado mais de 9.000 kg de resíduos alimentares, alcançando alguns efeitos no desenvolvimento da recolha comunitária de resíduos alimentares”.

      Neste caso, a DSPA revelou que planeia instalar equipamentos de tratamento de resíduos alimentares em novos edifícios de habitação pública, qualificados para a recolha de desperdício alimentar descartado pelos moradores.

      “Uma vez que o lançamento da sua recolha em edifícios de habitação pública envolve factores como o espaço, o direito de propriedade e a gestão de equipamentos, seria mais apropriado reservar um espaço destinado para o efeito logo na fase inicial de planeamento”, pelo que as autoridades estão a negociar com os serviços responsáveis pela construção de obras públicas com a finalidade de reservar espaços para a instalação de máquinas.

      Em relação ao andamento legislativo do Plano de Apoio Financeiro à Aquisição de Equipamentos de Tratamento de Resíduos Alimentares Sólidos, sobre o qual as autoridades realizaram uma consulta pública em 2017, segundo a DSPA, a proposta do regulamento administrativo relativo ao plano já está concluída e serão procedidos os respectivos processos legislativos, sendo divulgados mais informações posteriormente.

       

       

       

      PONTO FINAL