O consumo de energia eléctrica em Macau caiu 12,5% nos primeiros três meses de 2026, face ao trimestre anterior, apesar de ter conseguido uma subida homóloga de 4,7%. Segundo a DSEC, o período ficou marcado por uma quebra expressiva na importação e no consumo de gás natural e pela redução do consumo doméstico.
O relatório oficial da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) sobre as estatísticas da energia em Macau no primeiro trimestre de 2026 revelou uma queda no consumo de electricidade em relação ao trimestre anterior, num contexto de aumento geral dos preços dos combustíveis.
Segundo os dados da DSEC, a energia eléctrica consumida entre Janeiro e Março caiu cerca de 12,5%, passando de 1,468 milhões de kWh (quilowatt-hora) no quarto trimestre de 2025 para 1,285 milhões de kWh. No entanto, em termos anuais, houve um aumento de aproximadamente 4,7%. Analisando por sectores, constata-se que os agregados familiares reduziram o consumo de electricidade tanto em relação ao trimestre passado (menos 13,5%) como em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (menos 1,7%).
A electricidade usada em Macau foi produzida, maioritariamente, a partir da inceneração de lixo (77 milhões de kWh). A produção a partir de gás natural teve uma redução bastante significativa em comparação com os outros trimestres em análise, como indicam os dados: apenas 16 milhões de kWh, face aos 98 milhões de kWh produzidos no último trimestre de 2025 e aos 39 milhões de kWh produzidos no trimestre homólogo.
No que diz respeito aos combustíveis, também o gás natural consumido na região teve um decréscimo expressivo de 30,5% em termos anuais, enquanto a importação caiu cerca de 30,4%. Em termos trimestrais, a variação é ainda mais expressiva, com uma queda de 60,1% no consumo.
A tendência decrescente aplica-se também ao consumo total de gasolina para veículos, querosene comum, GPL e, sobretudo, fuelóleo, cujo consumo decresceu 37,8% em termos anuais (apesar de a importação ter aumentado 66,6%). Só o consumo de gasóleo aumentou ligeiramente, na ordem dos 0,5%, embora a importação tenha caído 3,5%. Por outro lado, uma análise trimestral permite observar um aumento de 101,5% no consumo de fuelóleo e um aumento de 13,4% no consumo de GPL.
Passando para a análise dos preços, o relatório da DSEC indica que o GPL em botija e o GPL do reservatório central registaram descidas de 0,8% e 2,3%, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2025. De resto, todos os outros parâmetros – que incluem gasolina sem chumbo para veículos, gasóleo para veículos, gasóleo para uso industrial e querosene comum – tiveram aumentos anuais.
Nos primeiros três meses do ano, a importação de querosene comum e de gás natural esteve totalmente dependente do interior da China, enquanto o fuelóleo teve origem em Singapura e o GPL na Arábia Saudita. Já o gasóleo dividiu-se entre o interior da China e Singapura, ao passo que a gasolina para veículos veio do interior da China, da Arábia Saudita e a ainda do Reino Unido.











