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      InícioSociedadeUniversidades recorrem à inteligência artificial para encontrar cura farmacológica do Alzheimer

      Universidades recorrem à inteligência artificial para encontrar cura farmacológica do Alzheimer

      Com a tecnologia da inteligência artificial, a Universidade de Macau, em colaboração com a Universidade norueguesa e uma empresa chinesa de tecnologia farmacêutica, desenvolveram um algoritmo de triagem virtual para identificar os compostos de pequenas moléculas extraídos da medicina tradicional chinesa que potencialmente podem ser efectivos remédios contra o Alzheimer.

       

      A Universidade de Macau (UM), conjuntamente com a Universidade de Oslo na Noruega e a empresa chinesa de tecnologia Mindrank, combinando a validação do modelo de doença de Alzheimer de células, nematóides e camundongos, desenvolveram com êxito um algoritmo de triagem virtual que integra informações moleculares multidimensionais através da tecnologia da inteligência artificial (IA). O algoritmo e a plataforma identificaram com sucesso vários compostos de pequenas moléculas extraído da medicina tradicional chinesa com potencial terapêutico contra a DA. Os resultados de pesquisas relevantes foram publicados digitalmente na revista académica “Nature Biomedical Engineering”. O estudo foi financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FDCT) da RAEM.

      O comunicado divulgado pela instituição universitária local apontou que actualmente há aproximadamente 50 milhões de pessoas a nível global que estão a sofrer de demência, e os cientistas acreditam que esse número irá aumentar para 152 milhões até ao ano de 2050. De acordo com dados fornecidos, a taxa de prevalência da doença entre pessoas com mais de 85 anos atinge 42%.

      Apesar do aumento da incidência, o desenvolvimento de medicamentos para a doença de Alzheimer está com dificuldades há muito tempo. Entre 2000 e 2017, 33 empresas farmacêuticas líderes tinham investido mais de 600 mil milhões de dólares norte-americanos em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, e a maioria dos desenvolvimentos de medicamentos falharam devido ao mecanismo patológico desconhecido da doença de Alzheimer, afirmaram os pesquisadores.

      Os académicos explicaram que durante o processo de envelhecimento neuronal, as mitocondrias (os organelos que são responsáveis pela produção de energia celular) continuam a acumular danos para acelerar a morte das células nervosas. A fim de assegurar as mitocondrias em boas condições e controlar as suas próprias qualidades, as células têm um elaborado mecanismo denominado de “mitofagia”, para remover selectivamente as mitocôndrias danificadas e, assim, manter a saúde dos neurónios.

      A equipa de investigação, liderada pelo professor Lu Jiahong, do Instituto de Ciências Médicas Chinesas (ICMS) da UM, considera que melhorar a função da mitofagia pode ser uma nova estratégia para o tratamento da DA, por isso há uma necessidade urgente de descobrir novos e eficientes indutores de mitofagia.

      Os membros de equipa de académicos frisaram que as pequenas moléculas extraídas da medicina tradicional chinesa (MTC) são estruturalmente diversas com efeitos tóxicos e colaterais relativamente baixos, por isso podem ser uma boa fonte de descoberta de medicamentos. A equipa adoptou uma solução de aprendizagem automática para este estudo. Do banco de compostos TCM de pequenas moléculas da universidade, que contém 3.724 compostos de pequenas moléculas naturais, os pesquisadores conseguiram seleccionar 18 compostos. Dois desses 18 compostos, nomeadamente kaempferol e rhapontigenina, provaram ser capazes para melhorar a memória e deficiências cognitivas em modelos de nematóides e camundongos de DA dentro de uma faixa de dosagem segura, reduzindo assim o fenótipo patológico da doença de Alzheimer. Por outras palavras, a equipa conseguiu estabelecer uma solução de descoberta de medicamentos baseada em inteligência artificial, conseguindo eficiência e viabilidade, fornecendo uma nova estratégia para o rápido desenvolvimento de medicamentos para doença de Alzheimer. O resultado da pesquisa representa um grande avanço na modernização da MTC, diz fonte do ICMS.