Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmaram esta semana que vacinas inactivadas como a Sinopharm ou a Sinovac necessitam ser administradas em três doses, primeiro em pessoas acima dos 60 anos, grupo de pessoas que apresentou mais problemas de resposta ao novo coronavírus ao se vacinar com os fármacos chineses. “Todas as evidências indicam que é necessária uma terceira dose dessas mesmas vacinas ou de similares”, referiu, numa entrevista colectiva o presidente do Grupo Consultivo de Especialistas em Imunização da OMS, Alejandro Cravioto.
A recomendação da OMS pode afectar não só as campanhas de vacinação na China, Hong Kong e Macau, onde a maioria das doses administradas são provenientes desses laboratórios, mas também de países da América Latina, Ásia, África e do leste da Europa que têm vindo a usar esses fármacos.
O especialista também abriu a porta para que as pessoas que receberam as vacinas de Sinovac e Sinopharm possam receber uma dose de reforço de alguma outra vacina aprovada pela OMS, como as de Pfizer/BioNTech, Moderna, Janssen ou AstraZeneca.
Os Serviços de Saúde admitiram que, num futuro próximo, isso tenha de ser levado em conta em Macau. “Quanto à terceira dose da vacina, estamos ainda a averiguar e a estudar os dados. Há muitos países que já estão a administrar a terceira dose. Nós temos esse plano, mas temos que analisar ainda mais dados”, referiu Tai Wai Ho. O coordenador do programa de vacinação da RAEM frisou, porém, que é necessário identificar “pessoas com sistema imunitário mais fraco ou pessoas de risco”.
Recorde-se que, em Maio desde ano, a OMS aprovou o uso emergencial da vacina da Sinopharm contra a Covid-19, sendo que se tornou no primeiro imunizante contra a doença desenvolvido por um país não ocidental a ganhar o apoio da organização.











