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      Apenas 47% da população tem as duas doses de vacina contra a Covid-19  

      As contas são fáceis de fazer. Se admitirmos que a população de Macau se cifra, actualmente, em 680 mil pessoas, com os dados divulgados ontem pelos Serviços de Saúde, nem metade da população do território foi inoculada com as duas doses de vacina contra a Covid-19. Contudo, devido ao aumento de afluência das últimas semanas, mais pessoas têm recebido a primeira dose da vacina. Aí, a percentagem apresenta-se mais simpática: cerca de 59% da população tem, pelo menos, a primeira dose de vacina tomada.

      Dados divulgados ontem pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, na habitual conferência de imprensa, mostravam que 319.670 pessoas completaram as duas doses de vacina contra a Covid-19 num total de 403.547 pessoas vacinadas. O número de indivíduos que foram inoculados apenas com uma dose é de 83.877, o que representa uma ligeira subida se compararmos com valores de há um mês.

      Se admitirmos que Macau tem, actualmente, cerca de 680 mil habitantes, isso significa que apenas 47% da população está totalmente imunizada contra a Covid-19. Mas se as pessoas que apenas têm uma dose tomada entrarem na equação, a percentagem surge mais interessante: 59% de pessoas vacinadas. Estes valores são meramente estatísticos. Naturalmente que se Macau tiver menos habitantes, na ordem das 600 mil ou 650 mil pessoas, as percentagens revelam-se mais elevadas.

      Tai Wai Hou mostrou-se satisfeito pelo aumento de pessoas vacinadas e assumiu que a taxa de vacinação em Macau é “muito favorável” em várias faixas etárias da população. O coordenador do programa de vacinação contra a Covid-19 referiu, a título de exemplo, que a taxa de vacinação nas faixas etárias entre os 30 e os 49 anos ultrapassa os 80%, sendo que 78% do grupo de pessoas entre os 20 e os 29 anos já se vacinou. “Há faixas etárias que já alcançaram os números que nós pretendemos de vacinação e que têm uma taxa de vacinação muito favorável, muito bem aceitável, e assim, com uma taxa de inoculação alta será que podemos abrir fronteiras? De conseguirmos conviver com o vírus? Só quando alcançarmos uma barreira imunológica alta é que podemos dar o próximo passo porque enquanto não conseguirmos chegar a essa taxa não será possível dar o próximo passo”, assumiu o médico.

      Contudo, revelou o mesmo responsável, as faixas etárias dos mais idosos, dos jovens dos 12 aos 19 anos e das pessoas dos 50 aos 59 anos ainda se mantêm com valores longe do desejável.

      As autoridades sanitárias revelaram ainda que cerca de 22 mil pessoas já se inscreveram no polémico plano de teste de ácido nucleico com alta frequência. “A maioria já fez o primeiro teste e alguns já realizaram o segundo”, revelou Tai Wai Hou.

      Já sobre sobre os custos da terceira ronda de testes de ácido nucleico em massa, o médico fez uma estimativa de 49 milhões de patacas, tendo em conta que foram testadas mais de 680 mil pessoas. Para já, não está no horizonte a realização de uma quarta ronda de testes, disse ainda Tai Wai Hou.

      A conferência de imprensa não iria terminar sem os ânimos se exaltarem entre uma jornalista chinesa e o coordenador do programa de vacinação do território. A mulher, que durante a conversa com os Serviços de Saúde se mostrou por diversas vezes incomodada pelo facto de todos os presentes na primeira reunião plenária da Assembleia Legislativa, incluindo os jornalistas, terem de estar inoculados, pelo menos, com uma dose de vacina contra a Covid-19 e possuir um certificado negativo de teste de ácido nucleico realizado até 48h antes, terminou a conferência a falar sem parar, por cima das respostas de Tai Wai Hou, alegando que a medida era injusta e não ia ao encontro das palavras do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, que sempre referiu que a vacinação seria voluntária. “É um atropelo aos direitos das pessoas que vão estar na cerimónia”, disse a jornalista, num confronto de ideias em ambiente atribulado.