Mulher estrangeira detida em Macau por suspeita de burla telefónica

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Uma mulher de nacionalidade malaia está em prisão preventiva por suspeita de ter colaborado com um grupo dedicado a burlas telefónicas.

Segundo a investigação preliminar da polícia, a arguida terá recebido dinheiro para entrar em Macau e ajudar o grupo a estabelecer uma base de operação no quarto de um hotel do território, onde as chamadas telefónicas eram efectuadas com números locais para dissimular a sua origem do exterior.

Lê-se, em comunicado do Ministério Público, que os membros do grupo se faziam passar por funcionários de plataformas de pagamento, alertando para a caducidade de supostas apólices de seguro. No total, as dezenas de vítimas oriundas de Macau e do interior da China foram burladas num montante superior a 1,3 milhões de patacas. A medida de coação de prisão preventiva foi determinada “por existirem no inquérito aludido fortes indícios da prática do crime de burla de valor consideravelmente elevado”, conclui a mesma nota.

O Ministério Público apela para que os cidadãos se mantenham atentos quanto a possíveis casos de burla telefónica, um fenómeno “com elevada frequência” em Macau. Quaisquer telefonemas de números desconhecidos que solicitem transferências ou informações bancárias devem imediatamente ser comunicados à família, amigos e entidades oficiais. A suspeita de burla deve também ser comunicada ao Ministério Público com a maior brevidade possível.

Recorde-se que as autoridades policiais de Macau instauraram um total de 14.298 inquéritos criminais em 2024, o que significa um acréscimo de 6% face ao ano anterior. Ao apresentar os dados, Wong Sio Chak, secretário para a Segurança, justificou parcialmente este aumento com uma maior incidência dos crimes de burlas, que subiram 12,2% só entre 2023 e 2024. O aumento foi ainda mais exponencial entre 2023 e 2023: neste período, foram registados 1.306 casos de burlas telefónicas e online, traduzindo-se este número num acréscimo de 77,7% face ao ano anterior.