Escola Internacional de Macau pode perder 20% do actual elenco docente

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A Escola Internacional de Macau (TIS) anunciou, em e-mail enviado aos encarregados de educação que o PONTO FINAL teve acesso, que, muito provavelmente, vai perder cerca de 20% dos actuais docentes para o próximo ano lectivo. Dados preliminares apontavam para uma debandada que poderia ir até 50%, contudo a direcção da escola conseguiu com que, por agora, mais professores ficassem.

Na missiva assinada pelo ainda director da escola, Howard Stribbell, a razão da debandada de profissionais prende-se, essencialmente, com as restrições fronteiriças em curso que “continuaram a ser um grande obstáculo para a retenção de professores e para o seu recrutamento”. “Não preciso exagerar ao dizer o quanto é importante que uma escola tenha professores capazes e estimulados para que os alunos prosperem. Os desafios têm sido significativos, mas tenho o prazer de compartilhar que estamos a fazer progressos significativos tanto na retenção de quadros quanto no recrutamento”, revelou.

Para além de a instituição ter conseguido com que alguns professores tenham desistido, para já, de sair de Macau, a TIS revelou-se satisfeita por quatro profissionais que conseguiram regressar ao território no mês passado. A direcção da escola garantiu, no entanto, continuar “a trabalhar duro para trazer mais professores”, assumindo que conseguiram garantir “um canal para trazer os novos professores recrutados para o ano lectivo de 2022-2023”.

A estratégia de recrutamento passa neste momento, além da contratação de professores que já estão na China, pela expansão da estratégia de contratação para o Canadá e outras partes do mundo. “Com duas rotas para trazer professores de fora, estamos confiantes de que estarão connosco até Setembro deste ano”, afirma Howard Stribbell no mesmo e-mail enviado aos pais.

Recorde-se que o actual director está se saída no final deste ano lectivo, passando a pasta a Lorne Schmidt, actual responsável pelo ensino médio. Amanda Kiat, vice-directora do ensino elementar durante seis anos, ocupará o lugar deixado em aberto por Schmidt, ainda que de forma interina por um ano. Nick Chignall preencherá a vaga de vice-directora do ensino elementar.