As autoridades de saúde explicaram ontem que o motivo pelo qual os dois seguranças nepaleses do hotel Golden Crown ficaram infectados teve a ver com o uso incorrecto da máscara. Segundo Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, as autoridades verificaram, nas imagens das câmaras de videovigilância, que os dois seguranças tiveram contacto com o caso 64.º enquanto usavam a máscara de forma incorrecta, apenas junto ao queixo.
O responsável ressalvou que os trabalhadores dos hotéis designados para quarentenas são sujeitos a acções de formação sobre como evitar o contágio. “Vamos reflectir sobre todo o processo, especialmente com o hotel Golden Crown. Temos de reforçar as medidas de protecção”, afirmou o director dos Serviços de Saúde. Liz Lau Tong Hou, representante da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), lembrou que as autoridades têm um mecanismo para aplicar sanções em caso de irregularidades.
Na conferência de imprensa de ontem, Leong Iek Hou, coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas e vigilância da doença, adiantou também que quem está a cumprir observação médica no Golden Crown e no Treasure Hotel, cujo edifício é contíguo ao do hotel onde se registaram os casos, terá de prolongar a sua quarentena. Leong Iek Hou não explicou para quantos dias é que as quarentenas serão prolongadas, disse apenas que a situação de cada pessoa será avaliada caso a caso, no entanto, o prolongamento das quarentenas nunca será inferior a uma semana.
Estes casos precipitaram uma nova ronda de testes em massa e obrigaram a que 42 contactos próximos dos infectados e ainda 146 trabalhadores dos dois hotéis em causa tivessem de ser colocados sob observação médica.
As autoridades informaram também que, até à tarde de ontem, já tinham sido realizados 313.950 testes de ácido nucleico no âmbito da testagem em massa. Até àquele momento, já tinham sido apurados os resultados de 160.147 testes, todos eles com resultado negativo.
Na conferência de ontem, Alvis Lo disse que o processo dos testes em massa tem estado a correr bem e desvalorizou eventuais disparidades nos tempos de espera indicados na plataforma do Governo em relação ao tempo que as pessoas esperam realmente. “Não podemos garantir que o número seja exacto. O número é dinâmico”, indicou.











