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      Funcionário do IAM suspeito de estar envolvido num caso de casamento falso e três autorizações de residência

      Com uma denúncia anónima que remonta a um caso praticado há 16 anos, as autoridades policiais referiram que um funcionário do Instituto para os Assuntos Municipais tinha feito um casamento falso com uma mulher oriunda do Continente. A polícia apurou que o residente ajudou a suspeita, bem como aos seus filhos, a obterem autorizações de fixação de residência devido à possibilidade de obter lucro através de um mediador, mas acabou por não ter recebido nada até ao momento. Noutro caso, um homem foi detido por ter praticado actos sexuais com uma mulher embriagada e sem capacidade de resistência, segundo as autoridades.

       

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deu ontem a conhecer um caso de casamento falso em que estão envolvidos um funcionário público do Instituto para os Assuntos Municipais, de 51 anos, e uma residente, que era anteriormente residente do interior da China, também de 51 anos.

      De acordo com as informações divulgadas, o crime foi praticado há 16 anos, mas só se tornou alvo de investigação após a Direcção dos Serviços de Identificação ter recebido uma denúncia anónima apresentada por parte de um cidadão, tendo o caso sido transferido para acompanhamento do CPSP.

      Após investigação policial, as autoridades interceptaram o suspeito no seu domicílio situado na Avenida do Conselheiro Borja, que admitiu posteriormente que tinha praticado o crime. Segundo o relato, o funcionário da administração pública conheceu em 2006 um indivíduo que lhe apresentou uma proposta alegando que poderia receber um grande valor monetário se fizesse um casamento falso com uma mulher oriunda da China Continental.

      Atraído pelo lucro, o residente acabou por concordar no casamento com a suspeita, tendo realizado o registo no Continente no mesmo ano, de forma a que a mulher obtivesse a autorização de residência na RAEM, bem como o Bilhete de Identidade de Residente. O detido ajudou ainda dois filhos da mulher a obterem o direito de residência em Macau.

      No ano de 2014, dado que não tinha recebido a remuneração paga pelo mediador, o homem acreditou ter sido burlado e decidiu divorciar-se da mulher.

      Quanto à suspeita, que agora trabalha no território como croupier, admitiu também a prática do crime, confessando que pagou 30 mil renminbis ao mediador, obtendo assim o BIR de Macau através do casamento falso.

      O caso foi transferido ao Ministério Público com possíveis acusações de crime de simulação e invocação de certos actos jurídicos para obtenção de autorizações.

       

      Abuso sexual a mulher embriagada no táxi

       

      Noutro caso revelado, uma residente foi alegadamente alvo de abuso sexual cometido por um homem que tinha acabado de conhecer, de 44 anos. Na altura, a mulher estava embriagada e sem capacidade de resistência, e afirmou não ter memória clara da ocorrência.

      Segundo o porta-voz do CPSP, o organismo recebeu a queixa de uma mulher de 40 anos sobre a perda de um brinco de diamantes avaliado em cerca de sete mil patacas, que supostamente foi perdido durante a sua viagem de táxi para casa após um jantar com os amigos perto das Portas do Cerco. A mulher contou à polícia que por ter bebido demasiado álcool no jantar ficou quase a dormir na viagem de volta.

      Nas investigações policiais, o CPSP recorreu ao sistema de videovigilância do táxi e apurou que um homem, que acompanhou a mulher à casa, a beijou e tocou no seu peito por várias vezes.

      A vítima referiu mais tarde às autoridades que apenas conheceu o homem no jantar daquela noite, através da apresentação dos amigos. Uma vez que estava embriagada e quis voltar para casa, o indivíduo pediu para a acompanhar à residência dela em Seac Pai Van. A mulher disse que exige responsabilidade criminal do suspeito, segundo as autoridades.

      Já o residente, que é casado e trabalha como segurança de um hotel, foi detido na passada terça-feira na Taipa e confessou que tinha aproveitado o estado de embriaguez da mulher para praticar os abusos sexuais. Referiu que a acompanhou até à sua casa, mas que não ocorreram mais actos sexuais.

      O caso já foi encaminhado para o Ministério Público e o detido pode enfrentar acusações de crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, com possibilidade de pena de prisão de 1 a 8 anos.

       

      PONTO FINAL