DST procura recuperar da queda no número de visitantes provocada pelos casos de Covid-19 em Macau

O impacto no turismo dos quatro casos de Covid-19 detectados em Macau no início do mês foi notório. O movimento de visitantes caiu 62,8% e a taxa de ocupação hoteleira registou uma queda de 23,8 pontos percentuais. Numa resposta enviada ao PONTO FINAL, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) nota que tem prosseguido as campanhas de ‘marketing’ no interior da China e assinala que será lançada uma campanha de sensibilização na região da Ásia-Pacífico para preparar terreno para o “turismo pós-Covid”.

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Fotografia: Gonçalo Lobo Pinheiro

Macau verificou uma “significativa descida” no número de visitantes e na taxa de ocupação hoteleira no início de Agosto, após terem sido verificados quatro casos de Covid-19 na região. Ao PONTO FINAL, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) deu conta dos esforços feitos para recuperar visitantes e adiantou que deverá ser lançada uma campanha de sensibilização na região da Ásia-Pacífico.

Quanto ao movimento de visitantes, entre os dias 1 e 16 de Agosto, verificou-se uma queda de 62,8% em relação a Julho. Nos primeiros 16 dias de Agosto entraram em Macau 9.404 visitantes. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve, no entanto, um crescimento de 62,5% no número de entradas diárias de visitantes.

Já no que toca à ocupação hoteleira, nas duas primeiras semanas de Agosto verificou-se uma taxa de 37,5%, ou seja, menos 23,8 pontos percentuais do que no mês anterior. Em comparação com o mesmo período de 2020, houve um aumento da taxa de ocupação de 24,2 pontos percentuais.

Apesar destes números, a DST diz que, “com a estabilização da situação e alívio das restrições na política de imigração, é já notória a rápida melhoria do número de visitantes nos últimos dias”. As autoridades indicam que nos dias 13, 14 e 15 de Agosto o número de visitantes diários foi sempre superior a 15 mil.

O PONTO FINAL tinha perguntado à DST quais as expectativas para o número total de visitantes até ao final do ano. No entanto, o organismo não quis fazer previsões. “Quanto a previsões até ao final do Verão e para todo o ano, os factores de incerteza susceptíveis de surtir um impacto no número de visitantes e taxas de ocupação hoteleira, designadamente mudanças nas políticas de imigração e medidas de controlo eventualmente implementadas em Macau e regiões vizinhas devido à evolução da pandemia, tornam difícil avançar com estimativas”, lê-se na resposta.

A DST lembra que o segmento do turismo na economia de Macau depende sobretudo dos visitantes do interior da China e dos residentes locais. O programa “Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau” foi suspenso e ainda não há data para o recomeço e a DST refere também que as Semanas de Macau para outras cidades do interior da China também foram suspensas, sendo que serão retomadas “assim que a situação permitir”.

No entanto, a DST ressalva que tem prosseguido com a estratégia de ‘marketing’ no interior da China através de iniciativas para desenvolver conteúdos através de plataformas das redes sociais mais populares no interior da China, como Daoyin, Xiaohongshu, Weibo e WeChat, por exemplo, isto com o objectivo de “atrair visitantes a vir a Macau ou colocar a cidade na lista de locais a visitar”.

Para relançar o mercado internacional, a DST diz que “existe o plano de lançar uma campanha de sensibilização na região da Ásia-Pacífico através dos principais órgãos de comunicação social com extensiva cobertura global para ajudar a preparar terreno para o turismo pós-Covid”. Além disso, existem parcerias com publicações de turismo direccionadas a consumidores turísticos.

Por fim, a DST assinala que tem mantido comunicação estreita com parceiros da indústria e visitantes “para assegurar o apoio de todas as partes envolvidas no cumprimento dos protocolos de higiene e desinfecção necessários, para ajudar a promover o destino e evitar falhas a este nível, as quais poderão deitar por terra todo o esforço promocional”.