Entre Janeiro e meados de Junho, a Linha da Caritas “Esperança de Vida” recebeu um total de 8.914 pedidos de ajuda. Destes, 303 tiveram a ver com pessoas que pretendiam cometer suicídio. Em comparação com o ano passado, o número de pedidos de apoio recebidos pela linha da Caritas aumentou, mas os contactos relacionados com suicídio diminuíram.
A Linha da Caritas “Esperança de Vida” recebeu, entre Janeiro e meados de Junho deste ano, 8.914 pedidos de apoio no total, sendo que 303 destes contactos tinham a ver com pessoas que manifestaram intenção de se suicidar.
Neste período, a maioria das pessoas que contactou a linha da Caritas fê-lo devido a problemas mentais, problemas emocionais, de família, de relações interpessoais ou de saúde, indicou ao PONTO FINAL Paul Pun, secretário-geral da organização em Macau, acrescentando que a faixa etária das pessoas que solicitaram apoio se situava entre os 30 e os 50 anos, no caso das chamadas telefónicas, e os 20 e 30 anos, no caso das abordagens através das redes sociais.
Os números mostram que houve um aumento significativo em relação aos pedidos de ajuda no ano passado. Entre Janeiro e Maio do ano passado, a Linha da Caritas “Esperança de Vida” recebeu 6.143 contactos no total, em que 387 estavam relacionados com potenciais suicídios.
Esta linha da Caritas, cujos números são o 2852 5222 e 2852 5777, dá apoio 24 horas por dia em língua chinesa, inglesa e até portuguesa. A linha pode também ser contactada através das redes sociais da Caritas.
Este serviço da organização tem como objectivo ajudar as pessoas a aliviar os seus problemas, minimizando o seu comportamento autodestrutivo em situações críticas. Se necessário, os assistentes sociais podem providenciar aconselhamento presencial. Inclui aconselhamento familiar, aconselhamento matrimonial, aconselhamento de pais e filhos, aconselhamento de crianças e jovens, aconselhamento em situações de crise, aconselhamento psicológico, aconselhamento emocional e aconselhamento sobre jogos de azar, entre outros.
Segundo os números oficiais, no ano passado, houve 91 casos de suicídio, e a taxa atingiu 13,6 por cada 100 mil pessoas, valor significativamente superior à média internacional de cerca de nove a dez pessoas. A taxa de suicídio em Macau aumentou 44% no espaço de 10 anos, em comparação com os 9,4 casos registados em 2015. De entre as 91 pessoas que tiraram a própria vida no ano passado, quatro tinham entre 5 e 14 anos e nove estavam entre os 15 e os 24 anos.
No primeiro trimestre deste ano já se registaram 18 mortes por suicídio. Segundo o Instituto de Acção Social (IAS), estes casos derivaram sobretudo de problemas ligados ao jogo ou finanças, doenças mentais, doenças crónicas ou doenças fisiológicas. As autoridades indicaram que receberam, no primeiro trimestre do ano, comunicações sobre 84 casos de risco para acompanhamento.











