Partido Socialista vence nos postos consulares da China

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Contrariamente ao que tinha sucedido em 2019, o PS foi a força política portuguesa mais votada nos postos consulares portugueses existentes na República Popular da China, onde se insere o Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Dos 63.700 inscritos apenas 4.202 pessoas votaram nas eleições do passado dia 30 de Janeiro. CHEGA passa de 14.ª força votada para terceira mais votada. CDS-PP caiu a pique num território onde tinha muita tradição.

 

O Partido Socialista (PS) também venceu nas votações para as eleições legislativas no passado dia 30 de Janeiro nos postos consulares espalhados pela República Popular da China, que estão situados em Macau, Cantão, Pequim e Xangai. Dos 63.700 inscritos apenas 4.202 pessoas votaram nas eleições do passado dia 30 de Janeiro, o que significa que apenas 6,60% dos registados votaram, mais do que em 2019 quando votaram 3.460 pessoas.

Com 1.255 votos a favor (mais de metade do que havia conseguido em 2019), o partido liderado por António Costa bateu o eterno rival Partido Social Democrata (PPD/PSD) que arrecadou 1.074 votos (menos 64 que nas últimas eleições, em 2019).

Tal como em território nacional, o CHEGA – liderado no Círculo Fora da Europa por João Janela da Silva, residente de Macau – também passa a ser a terceira força política mais votada na China, passando de 26 votos, em 2019, para 321 votos agora. Com esta surpreendente subida, o partido de André Ventura ultrapassa o PAN – Pessoas-Animais-Natureza que tinha sido o terceiro partido mais votado em 2019. De notar que o PAN, mesmo sendo a quarta força política mais votada, não perdeu votos, muito pelo contrário, tendo ganho 167 votos este ano.

A Coligação Democrática Unitária (CDU), cuja cabeça de lista também viveu em Macau e na China por diversos anos, acabou por ser a quinta força mais votada por estas bandas, tendo superado o resultado de 2019, arrecadando 135 votos contra os 48 de há três anos.

A Iniciativa Liberal também sobe no número de votantes passando de 44, em 2019, para 131, nestas últimas eleições. Já o partido Nós Cidadãos, que teve, no passado, ligações ao deputado local José Pereira Coutinho, passou de 79 votos para 125 votos.

O Bloco de Esquerda acabou por ser também na China o grande perdedor. Mesmo tendo apenas perdido quatro votos em relação a 2019, o partido de Catarina Martins passou de quinta força política para nona, com 104 votos este ano.

O LIVRE, que tinha arrecadado apenas 38 votos em 2019 na República Popular da China, conseguiu superar o Bloco de Esquerda e ganhou 113 votos este ano.

Mas o grande derrotado na China, tal como nas eleições legislativas deste ano, acabou por ser o CDS-PP. O partido fundado por Diogo Freitas do Amaral, que manteve uma ligação muito estreita com a Associação para a Defesa dos Interesses de Macau (ADIM) de Carlos d’Assumpção e Delfino Ribeiro, sempre teve muita tradição em Macau, onde chegou a ser uma força muito votada no passado, passou agora a ser o 12.º partido com mais votos (apenas 57), quando em 2019 tinha sido a quarta força política mais votada com 118 cruzinhas a seu favor.

Outros partidos também arrecadaram votos na República Popular da China. O Partido da Terra (MPT) conseguiu 98 votos (32, em 2019). O estreante Volt Portugal arrecadou 68. A Aliança, partido fundado por Pedro Santana Lopes em 2018, garantiu 54 votos (19). A Alternativa Democrática Nacional (ADN) conseguiu 49 votos contra os 19, em 2019, quando se denominava Partido Democrático Republicano (PDR). O Reagir Incluir Reciclar (RIR) do carismático Tino de Rans arrecadou 32 votos na China, quando em 2019 tinha conseguido apenas sete. O Movimento Alternativa Socialista (MAS), com 19 votos, e o Ergue-te, com 14 votos, que em 2019 se apresentou como Partido Nacional Renovador (PNR) e, na altura, garantiu 25 votos, fecham os resultados.

O Juntos pelo Povo (JPP), o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP), o Partido Trabalhista Português (PTP), bem como os velhinhos Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) e Partido Popular Monárquico (PPM) não conseguiram quaisquer votos. Em 2019 tinham conseguido, respectivamente, 34, 26, 28, 39 e 12 votos.

Nas votações efectuadas nos postos consulares da China, 210 votos ficaram em branco e 76 boletins foram considerados nulos.

No cômputo geral, os quatro deputados que faltavam atribuir, dois pelo Círculo da Europa e dois pelo Círculo Fora da Europa, voltaram a ser irmãmente distribuídos pelo PS e pelo PPD/PSD. Nos resultados globais das votações no estrangeiro, o PS voltou a vencer, desde vez com 97.229 votos, tendo ficado o PPD/PSD em segundo lugar com 73.206 votos e o CHEGA na terceira posição com 25.406 votos. Votos em branco foram 3.332 e considerados nulos foram 4.762. Apenas 16,94% dos votantes registados exerceram o seu direito de voto.

 

PONTO FINAL