Todos os meses, o Centro de Computação em Nuvem do Governo bloqueia, em média, mais de quatro milhões de ataques e tentativas de intrusão cibernética, adiantaram os Serviços de Administração e Função Pública em resposta a uma interpelação escrita do deputado Vong Hou Piu.
O Centro de Computação em Nuvem do Governo bloqueia em média mais de quatro milhões de ataques e tentativas de intrusão cibernética por mês, informaram os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) em resposta a uma interpelação escrita do deputado Vong Hou Piu, que sugeria que se acelerasse a introdução da inteligência artificial para melhorar a eficiência da administração pública. Na resposta, os SAFP adiantaram também que não se verificou nenhum incidente de cibersegurança até à data.
Na interpelação, Vong Hou Piu afirmava que “a introdução da inteligência artificial para a aplicação do governo inteligente é um processo histórico necessário”. Assim, “aquando da introdução da inteligência artificial, o Governo deve efectuar, em conjunto com os melhores operadores do sector e com os profissionais locais de informática, estudos sobre a actualização das ‘firewalls’ das redes, para evitar a perda de dados devido a vírus ou ataques de hackers, ou até o risco de paralisação do sistema de um serviço público”.
Os SAFP esclareceram que a plataforma de inteligência artificial implementada no Centro de Computação em Nuvem é de uso exclusivamente interno. “O centro é equipado com sistema de cibersegurança regulado pelo regime de gestão de segurança e dotado de uma equipa dedicada à monitorização do sistema, detendo e respondendo a quaisquer tipos de intrusões e ataques maliciosos, a fim de garantir que os sistemas electrónicos e os dados do centro podem funcionar num ambiente seguro e estável”, acrescentaram as autoridades.
O deputado também sugeria, na sua interpelação escrita, que o Governo devia cooperar com instituições do interior da China para introduzir em Macau tecnologias amadurecidas na área do governo inteligente, nomeadamente na análise de ‘big data’ e tecnologias de inteligência artificial, “aplicando-as em processos administrativos locais, tais como o tratamento de documentos, integração e análise de dados, com o objectivo de aliviar a carga de trabalho dos funcionários públicos na linha da frente e melhorar a eficácia administrativa global”.
Neste campo, os SAFP indicaram que o centro disponibiliza aos serviços públicos a versão beta da plataforma de apoio ao expediente interno do Governo, com ferramentas de inteligência artificial de uso geral para trabalho administrativo, tais como análise de dados, processamento de documentos e actas de reuniões, “a fim de auxiliar os trabalhadores dos serviços públicos nas suas funções diárias”. “Com base nisso, serão desenvolvidos e implementados mais funcionalidades e serviços da governação electrónica, a fim de melhorar ainda mais a qualidade do serviço prestado e a eficiência de trabalho”, apontaram as autoridades.
Outra sugestão apresentada pelo deputado eleito pela via indirecta foi a inclusão da aplicação das tecnologias inteligentes no sistema de pontuação das entrevistas de selecção para a função pública, “com vista a elevar a literacia tecnológica da nova geração de trabalhadores da função pública”. Os SAFP responderam que “o júri do concurso pode aplicar os métodos de selecção adequados e definir o conteúdo de prova e a respectiva ponderação, incluindo matérias relacionadas com a aplicação da tecnologia de inteligência artificial, a fim de corresponder às capacidades necessárias para os lugares a preencher”.











