Os casos de contrabando de prata continuam em alta. A Alfândega de Macau apreendeu mais 138 quilogramas de partículas de prata alegadamente contrabandeadas entre os dias 6 e 12 de Março. Estima-se que os metais preciosos envolvidos valham 3,01 milhões de patacas no total. A Alfândega notificou também os Serviços de Educação para acompanhamento por envolvimento de estudantes contrabandistas.
Em Macau foram identificados 42 casos de transporte ilegal de prata no espaço de apenas uma semana. Entre os dias 6 e 12 de Março, os Serviços de Alfândega (SA) apreenderam cerca de 138 quilogramas de partículas de prata, alegadamente contrabandeadas, num valor de mercado aproximado de 3,01 milhões de patacas.
Os casos foram descobertos no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco e no Posto Fronteiriço Qingmao. De acordo com os SA, os alegados praticantes de contrabando foram interceptados pelos verificadores alfandegários, por mostrarem uma “atitude suspeita”, enquanto estavam a passar pela área de inspecção de viajantes à saída, de Macau para Zhuhai.
Entre os envolvidos, 27 são residentes de Macau, 18 residentes do interior da China e um residente de Hong Kong, que tinham idades compreendidas entre os 16 e os 67 anos. Os indivíduos, segundo a inspecção realizada pelas autoridades, transportavam, de forma ocultada na roupa e objectos pessoais, vários sacos de partículas de prata, numa tentativa de as introduzir ilegalmente no exterior do território.
Os SA indicaram ter instaurado o respectivo processo de acusação contra os mesmos, nos termos da Lei do Comércio Externo. Em caso de condenação, poderão ser punidos com multa até 50.000 patacas, sendo os produtos apreendidos declarados perdidos a favor da RAEM.
Alguns dos envolvidos são estudantes, apesar de não ter sido indicado um número exacto, e a Alfândega assegurou que já notificou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, através do mecanismo de comunicação, para acompanhamento.
Os casos de contrabando da prata entre o território e o interior da China dispararam desde o final de Janeiro devido à procura por parte do mercado de revenda do ouro e da prata, na sequência da subida acentuada dos preços de metais preciosos.
A subida registada nos preços do ouro, da prata e até do cobre é visto como resultado da incerteza geopolítica, dos obstáculos ao comércio global e da forte procura por activos de refúgio perante as alterações nas perspectivas macroeconómicas.
Depois da apreensão de mais de 72 quilogramas de partículas de prata entre o final de Janeiro e 19 de Fevereiro, no âmbito da “Operação Inverno” das autoridades policiais, a Alfândega resolveu ainda 79 casos de transporte ilegal de partículas de prata, de 21 de Fevereiro a 6 de Março, que tinham peso em 219 quilogramas, num valor de mercado aproximado de 4,43 milhões de patacas.
Numa nota de imprensa, os SA garantiram a continuação do combate às actividades de contrabando, reforçando o trabalho de inspecção e de execução da lei nos postos fronteiriços, bem como recorrendo a meios tecnológicos como auxílio, para reprimir as actividades ilegais de transporte de artigos na entrada e saída do território. “Qualquer pessoa que transporte artigos na entrada ou saída do território deve cumprir as disposições legais aplicáveis, não devendo, por ganância, envolver-se em actividades de comércio paralelo”, afirmaram.











