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      Início Sociedade Porteiro exercia funções de médico no seu apartamento

      Porteiro exercia funções de médico no seu apartamento

      Um vietnamita a trabalhar como porteiro em Macau prestava serviços médicos, como injecções e suturas de feridas. Promovendo os seus serviços nas redes sociais, o homem chegou a receber 40 pacientes, cobrando-lhes entre 100 e 200 patacas por tratamento, indicaram as autoridades.

      Na conferência de imprensa de ontem das autoridades policiais, foi reportado o caso de um vietnamita porteiro que exercia funções de médico no território, sem ter licença para tal. O caso que foi reportado à Polícia Judiciária (PJ), através dos Serviços de Saúde, dizendo que o Ministério Público recebeu uma denúncia anónima de um residente que teria sido informado pela sua empregada doméstica que esta frequentava uma clínica na zona da Avenida Horta e Costa, que realizava tratamentos médicos num apartamento residencial.

      Depois de ser investigado o caso, a polícia descobriu que um homem de nacionalidade vietnamita, residente não permanente, porteiro desde 2014, estaria, nos seus tempos livres, a exercer as funções de médico na residência que partilhava com outros compatriotas. Depois de aprofundada as investigações, foi apurado também que o homem divulgava os seus serviços nas redes sociais, angariando clientes, na sua grande maioria vietnamitas, com partilhas de fotos suas a dar injecções e a suturar feridas a pessoas.

      A polícia acabou por encontrar o suspeito na casa dele juntamente com vários equipamentos médicos, como seringas e até medicamentos que usava nos seus pacientes. Quando questionado, o homem confessou que tinha estudado Medicina no Vietname e tinha mesmo trabalhado num hospital durante três meses. Quando se mudou para Macau continuou a exercer as funções, mesmo sem licença. O homem, que prestou serviços a cerca de 40 pessoas em Macau, alegadamente cobrava entre 100 e 200 patacas por tratamento. O vietnamita acabou por ser acusado do crime de peculato. O caso foi entregue ao Ministério Público na passada quinta-feira.

      O segundo caso destacado na conferência de imprensa de ontem foi um roubo qualificado de um trabalhador não residente do continente. O homem, de 29 anos, foi acusado pelo seu empregador, dono de uma loja de medicamentos chineses e marisco seco, de ter roubado 800 mil dólares de Hong Kong do cofre da loja. Segundo as autoridades, a palavra-chave do cofre era partilhada por todos os trabalhadores, para facilitar o trabalho na loja. O suspeito, na noite de 10 de Fevereiro, roubou o dinheiro, uma vez que era o último a sair. O homem gastou todo o dinheiro no casino.

      O suspeito acabou por ser interceptado na fronteira quando se preparava para ir para o interior da China. O homem confessou o crime e o caso foi ontem levado para o Ministério Público.