Presidenciais portuguesas: Marques Mendes vence em Macau, mas quem vai à segunda volta é Seguro e Ventura

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FOTOGRAFIA ANDRÉ VINAGRE

António José Seguro (31%) e André Ventura (23%) foram os mais votados nas eleições presidenciais portuguesas e seguem para a segunda volta, que se disputa a 8 de Fevereiro. Luís Marques Mendes, que ficou em quinto lugar conseguindo apenas 11% do total dos votos, foi o vencedor em Macau, com uma votação expressiva de 47%.

Os resultados das eleições presidenciais portuguesas ditaram que haverá uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos mais votados globalmente. Em Macau, Luís Marques Mendes foi o vencedor.

No território, o candidato apoiado pelo PSD obteve 1.073 votos (47%). Contudo, a nível global, Marques Mendes ficou em quinto lugar, atrás de Seguro, Ventura, Cotrim Figueiredo e Gouveia e Melo. Mendes conseguiu apenas 11,3% do total dos votos.

O PONTO FINAL perguntou a António Bessa Almeida, mandatário da candidatura de Marques Mendes em Macau, como é que se explica esta discrepância dos resultados de Macau em comparação com os resultados globais. Bessa Almeida respondeu que a “vitória folgada” de Marques Mendes em Macau foi fruto de um “bom trabalho” realizado na região, com “o máximo respeito e transparência”.

Bessa Almeida defendeu também que a segunda volta das eleições presidenciais portuguesas, da qual Marques Mendes está afastado, será “uma perda de tempo”, porque vão “desperdiçar mais dinheiro e mais tempo”.

PARTICIPAÇÃO EM MACAU QUASE DUPLICOU

Em Macau, António José Seguro ficou em segundo lugar, com 21% (477 votos). André Ventura ficou em terceiro, tendo convencido 12,4% dos eleitores recenseados na RAEM (282 votos). João Cotrim Figueiredo foi o quarto classificado (191 votos/8,4%); Henrique Gouveia e Melo em quinto (133 votos/5,8%); Manuel João Vieira conseguiu o sexto lugar (39 votos/1,7%); Catarina Martins ficou em sétimo (28 votos/1,2%); António Filipe em oitavo (20 votos/0,9%); André Pestana da Silva ficou em nono (14 votos/0,6%); na décima posição ficou Jorge Pinto (12 votos/0,5%); e em último Humberto Correia (5 votos/0,2%).

Para estas eleições, o número de votantes inscritos no Consulado Geral de Portugal em Macau era de 57.748, dos quais 2.374 exerceram o seu direito de voto, ou seja, a taxa de participação foi de 4,1%. Nas eleições presidenciais portuguesas que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa em 2021, a taxa de participação em Macau foi de apenas 2,1%.

SEGUNDA VOLTA A 8 DE FEVEREIRO

Globalmente, António José Seguro foi o mais votado. O candidato apoiado pelo PS obteve 31% do total dos votos. André Ventura, apoiado pelo Chega, conseguiu 23,5%.

Nesta corrida ao cargo de Presidente da República Portuguesa, Cotrim de Figueiredo ficou na terceira posição com 16% dos votos; Henrique Gouveia e Melo teve 12,3%; Luís Marques Mendes ficou em quinto com 11,3%; depois Catarina Martins com 2%; António Filipe em sétimo com 1,6%; Manuel João Vieira teve 1%; Jorge Pinto 0,7%; André Pestana da Silva 0,2% e Humberto Correia conseguiu 0,08%.

A taxa de participação global nesta primeira volta foi de 52,3%. Em 2021, a taxa de participação tinha sido de apenas 39,3%. Há cinco anos, Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito na primeira volta com mais de 60% dos votos.

Recorde-se que, de acordo com a lei portuguesa, o candidato deve receber a maioria absoluta dos votos para ser eleito. Se nenhum candidato alcançar a maioria na primeira volta, deve ser realizada uma segunda volta, entre os dois candidatos que receberam mais votos na primeira. Neste caso, a segunda volta está agendada para o dia 8 de Fevereiro.

O próximo Presidente da República Portuguesa vai tomar posse no dia 9 de Março deste ano. Marcelo Rebelo de Sousa vai despedir-se do cargo dez anos depois de ter iniciado funções. Conforme a Constituição portuguesa, cada mandato presidencial tem a duração de cinco anos, sendo permitida uma reeleição, mas não para um terceiro mandato consecutivo.