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      Volume de movimentação de cargas no Aeroporto de Macau foi o mais alto dos últimos 11 anos

      Segundo estatísticas actualizadas divulgadas pela Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM), em virtude da pandemia da Covid-19, no que concerne à aviação civil, o número de passageiros no aeroporto diminuiu 2,2% em relação ao ano anterior. No entanto, quanto à movimentação de cargas registou-se um aumento de 46% em relação a 2020, sendo o número mais alto dos últimos 11 anos, justificado também devido à ruptura no transporte marítimo nas cadeias de abastecimento.

       

      A recuperação da indústria da aviação civil de Macau tem sido dificultada pela pandemia da Covid-19 desde o ano passado. De acordo com dados actualizados anunciados pela Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM), o número de passageiros no aeroporto foi de 175.100 no quarto trimestre de 2021, e 1,147 milhões no ano todo, representando uma queda de 2,2% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a epidemia estimulou a procura de mercadorias uma vez não era possível viajar com a mesma frequência. De acordo com os dados divulgados pela CAM, a movimentação de carga do aeroporto atingiu 48.600 toneladas no ano passado, um aumento de 46% em relação às 33.300 toneladas em 2020, representando o número mais alto dos último 11 anos.

      Após o surto da pandemia da Covid-19 no final de Agosto e início de Outubro do ano passado, todos os voos entre Macau e o interior da China foram suspensos, resultando numa queda acentuada no tráfego de passageiros no Aeroporto Internacional de Macau. Segundo os dados publicados na página oficial da CAM, de Outubro a Dezembro do ano passado, o número de passageiros no Aeroporto Internacional de Macau foi, respectivamente, de 36.300, 47.600 e 91.200, tendo diminuído 42%, 25% e aumentado 10,9% em relação ao ano anterior, enquanto que o número de passageiros no quarto trimestre foi de 175.100. O número de passageiros ao longo do ano passado foi de 1,147 milhões, dos quais apenas 468.900 foram registados no segundo semestre do ano, representando apenas 40,9% do número total de passageiros de 2021.

      Em Janeiro de 2020, o Aeroporto Internacional de Macau manteve um funcionamento normal, com mais de 837.000 passageiros no mês, representando mais de 70% do tráfego de passageiros do ano. No segundo semestre do ano passado, Macau foi atingida pela epidemia novamente e perdeu períodos importantes de turismo, como as férias de Verão e a Semana Dourada em Outubro, e a validade da inspecção da aviação civil foi apertada várias vezes, o que reduziu significativamente o desejo dos residentes e turistas de viajar. Dada a situação global da pandemia Covid-19, este “ainda não é um resultado muito mau” para a indústria da aviação civil global.

      Com a pandemia global ainda muito volátil e as políticas de prevenção e controlo de pandemia da China Continental e de Macau a manterem-se, o futuro para a indústria da aviação  na RAEM ainda está cheias de incertezas e a velocidade da recuperação não é clara.

      O sector para voos domésticos nos mercados do interior da Continental, Norte América e Europa estão em bom ritmo de recuperação, chegando quase aos seus níveis pré-epidémicos. No entanto, no que toca aos voos internacionais, têm sido lentos a recuperar devido a diferentes políticas de controlo e de prevenção pandémica que cada jurisdição impõe. O Aeroporto Internacional de Macau, que depende dos voos internacionais, está a enfrentar a mesma dificuldade em Macau.

      Segundo um relatório actualizado divulgado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a indústria global da aviação civil não deverá voltar aos níveis pré-epidémicos até 2024, prevendo que a indústria da aviação civil em Macau ainda vai encontrar dificuldades devido à crise pública global, não permitindo regressar aos níveis pré-epidémicos a curto e médio prazo.

      Além disso, muitas conferências e convenções internacionais estão agora a ser realizadas através plataformas digitais, proporcionando uma opção alternativa aos organizadores e participantes. Após a epidemia, a procura de viagens de primeira classe e de classe executiva é susceptível de diminuir. Por outro lado, num inquérito feito pela IATA é possível ver que a epidemia reduziu o número de passageiros de meia-idade e idosas nas suas viagens, enquanto o impacto foi menos sentido nas faixas etárias mais jovens.

      A maioria dos bens domésticos e mercadorias em Macau dependem das importações, a cadeia global de abastecimento tem sido afectada pelos repetidos surtos da pandemia. O custo logístico de transporte marítimo tem aumentado e demora um tempo mais longo, fazendo com que empresas mudem de transporte marítimo para transporte aéreo, estimulando o aumento de negócio de cargas do aeroporto.

      Para este ano haverá mais atenção na cadeia global de abastecimento causada pela pandemia, sendo também importante notar as políticas impostas nas regiões vizinhas que podem alterar o ambiente de mercado para o negócio de cargas no Aeroporto Internacional de Macau, alertam especialistas.

       

       

      PONTO FINAL