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      InícioSociedadeRecintos da Nave Desportiva estão a ser mal aproveitados, acusa Coutinho ...

      Recintos da Nave Desportiva estão a ser mal aproveitados, acusa Coutinho  

      O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) considera insuficiente a actual utilização dos recintos da Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental, e quer também saber do paradeiro dos equipamentos que foram adquiridos em 2008, altura em que a Nave Desportiva tinha uma pista de gelo provisória, mas que depois encerrou passado um ano, depois de ter causado danos ao pavilhão desportivo. O Instituto do Desporto (ID) anunciou recentemente que vai ser construído um novo rinque de gelo, mas Pereira Coutinho quer que antes disso se divulguem todas as informações relativas a este novo projecto, mostrando-se preocupado com o impacto ambiental e o consumo de electricidade e água das novas instalações.

       

      Um investimento que “deu que falar” pelos avultados custos e derrapagens orçamentais, a Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental continua a ser subaproveitada, alerta José Pereira Coutinho. Os recintos deste espaço deveriam ter uma “maior e melhor utilização”, sustentou o deputado em interpelação escrita. “Essencialmente a ‘Macau Dome’ é composta por quatro espaços independentes, nomeadamente a Arena, Coliseu, Centro de Exposições e Centro de Convenções Internacional de Macau, destinada à realização de diversas actividades empresariais, desportivas e artísticas incluindo banquetes, bem como para eventos socioculturais, exposições e feiras de comércio”, recordou. A Nave Desportiva “dispõe igualmente de um grande ‘Centro de Exposições’ que permite acolher centenas de stands de exibição, sendo ideal para a realização de grandes exposições, feiras de comércio, conferências e banquetes”.

      O deputado recordou os vários eventos que decorreram no recinto, desde os 4.º Jogos da Ásia Oriental e os 1.º Jogos da Lusofonia, ao Concurso Nacional de Inovação Tecnológica e Científica para Adolescentes Chineses, e a Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, lamentando que o espaço tenha caído em desuso. “Que medidas concretas e eficazes vão ser implementadas para uma maior e melhor utilização de todos os recintos da Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental?” questionou.

      O representante da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) recordou ainda que em tempos houve uma pista provisória de gelo na Nave Desportiva, que “foi muito frequentada pelos residentes” e “funcionou cerca de um ano sem nunca as autoridades competentes terem divulgado publicamente as causas e principais razões do seu desaparecimento”. Num comunicado recente, o Instituto do Desporto (ID) fez referência à situação, esclarecendo que quando este instituto passou a ser responsável pela gestão da Nave Desportiva em 2008, “verificou-se a falta de condições para instalar uma pista de gelo no pavilhão devido às suas estruturas metálicas, para além disso, a pista de gelo temporária causou vários graus de danos às instalações e equipamentos do pavilhão, pelo que já foi fechada”. No mesmo comunicado, foi anunciado que se iria abrir um novo rinque de gelo em Macau: “tendo em conta o aumento da popularidade das modalidades de gelo nos últimos anos, o Governo da RAEM pretende construir um rinque de gelo padronizado para criar boas condições para promover o desenvolvimento do desporto sobre o gelo, enriquecendo os elementos do desporto em Macau e proporcionando novos espaços de entretenimento e lazer aos residentes”.

      Face a isto, o deputado José Pereira Coutinho achou oportuno recordar a experiência do passado, e também contextualizar a viabilidade e impacto deste novo projecto, salientando os custos ambientais e financeiros que tal investimento pode abarcar. “O Governo não deve descurar o impacto ecológico com a construção de uma pista de gelo congelada que, dependendo da dimensão, consumiria uma quantidade elevada de kilowatts, com a emissão de toneladas de C02 para a atmosfera, para além de vir a afectar as zonas residenciais adjacentes. Simultaneamente, serão despejados muitos litros de água”. Coutinho exige que as autoridades apresentem os detalhes do projecto, nomeadamente quais as entidades públicas ou privadas que foram auscultadas na escolha do local e construção do novo rinque, quais são as estimativas orçamentais para a obra, manutenção das instalações, e os custos mensais com a gastos de electricidade, e se foram ainda feitos estudos de previsibilidade de impacto ambiental.

      O deputado eleito por sufrágio directo quis na sua interpelação averiguar ainda o paradeiro do antigo equipamento da pista de gelo provisória da Nave Desportiva. Foram na altura adquiridos múltiplos “Equipamentos Desportivos Inerentes e Conexos”, recordou, como uma “viatura geradora de gelo, separadores, plataformas, geradores eléctricos, para realização de jogos de hóquei em gelo incluindo o ‘Curling’”.

      Para além do paradeiro actual dos equipamentos, o deputado quer saber se foi “efectuado o eventual abate dos activos móveis constante do respectivo inventário de bens”, e se alguns dos mesmos equipamentos foram “objecto de hasta pública nos termos legais?” Fica, a seu ver, ainda por esclarecer também as principais razões para se ter mandado destruir a anterior da pista de gelo, e “se a decisão de destruição do ringue foi efectuada com prévio conhecimento e aval da respectiva tutela”.