Nos primeiros três meses de 2025, o território registou uma redução significativa de 6,9% no consumo total de energia em comparação com o mesmo período do ano anterior. As principais variações no consumo estão na electricidade e nos combustíveis. A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos apresentou dados relevantes na área da produção e importação de energia, que revelam um ligeiro aumento nos preços do gás, mas redução nos combustíveis como gasolina e gasóleo.
Os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, no primeiro trimestre de 2025, o consumo total de energia na região sofreu uma redução significativa de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta diminuição abrange diversas categorias de energia, incluindo electricidade, gás de petróleo liquefeito (GPL), gás natural, gasolina e gasóleo, reflectindo uma tendência de contenção no uso de recursos energéticos durante o início do ano.
De acordo com o relatório oficial, a energia eléctrica consumida durante o primeiro trimestre caiu cerca de 2,5%, passando de aproximadamente 1,258 milhões de kWh (quilowatt-hora) em 2024 para cerca de 1,227 milhões de kWh em 2025. A análise por sectores evidencia que os agregados familiares reduziram o consumo de electricidade em 5,6%, enquanto as instituições governamentais apresentaram um ligeiro aumento de 0,7%. Os estabelecimentos comerciais também registaram uma diminuição de 2,3%, sugerindo uma possível alteração nos padrões de actividade económica ou melhorias na eficiência energética.
No que concerne aos combustíveis, o GPL consumido diminuiu 5,7%, acompanhando a redução no consumo de electricidade. Mais acentuada foi a queda no gás natural, que registou uma redução homóloga de 29,5%, atribuída à menor produção de energia a partir deste recurso. As importações de GPL também sofreram uma baixa de 8,6%, alinhando-se com a tendência de consumo decrescente.
No âmbito dos preços, o relatório indica que o gás de petróleo liquefeito, tanto do reservatório central como em botija, registou aumentos de 2,4% e 2,2%, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2024. Por outro lado, o gasóleo para veículos e a gasolina sem chumbo tiveram uma redução de 3,8% e 1,4%, respectivamente, reflectindo possíveis ajustamentos nos mercados de combustíveis e políticas tarifárias.
A produção de electricidade em Macau diminuiu 19,1% neste período, enquanto a importação de electricidade manteve-se praticamente estável, registando uma ligeira redução de 0,4%. Destaca-se ainda que a importação de gás de petróleo liquefeito caiu 8,6%, contribuindo para o perfil de redução no consumo energético global da região. O volume total de energia produzida em Macau atingiu cerca de 110 milhões de kWh, enquanto a importação total de electricidade foi de aproximadamente 1,117 milhões de kWh, uma variação homóloga de 0,4 pontos percentuais negativos. Estes números indicam uma forte dependência de energia importada, embora a produção local também tenha apresentado uma tendência de diminuição.
A análise da estrutura de consumo revela que a electricidade representa aproximadamente 62% do total energético consumido, seguida pelos combustíveis utilizados em transportes, como o gasóleo (11,5%) e a gasolina (8,6%). Já o gás natural representa 10,6 pontos percentuais do consumo total. Outros tipos de energia, incluindo fuelóleo, querosene comum, compõem o restante da matriz energética, que permanece diversificada, embora altamente concentrada na electricidade e nos combustíveis líquidos. O consumo de energia per capita também apresentou uma tendência de redução, sugerindo melhorias na eficiência de uso e mudanças nos hábitos de consumo da população.
A diminuição do consumo energético em Macau no início de 2025 pode estar relacionada a diversos factores, como a desaceleração económica, melhorias na eficiência dos sistemas ou alterações nos preços dos combustíveis, segundo a DSEC. A menor produção local de energia, aliada à redução nas importações, reforça a necessidade de estratégias que promovam a sustentabilidade e a diversificação das fontes energéticas na região. O cenário evidencia a importância de uma monitoração contínua dos padrões de consumo e produção, de forma a ajustar as políticas públicas e garantir uma gestão eficiente dos recursos energéticos, num contexto de crescente preocupação ambiental e de transição para fontes de energia mais sustentáveis.











