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      Autoridades não abdicam da política de “zero casos”

      As autoridades de saúde frisaram ontem que não vão abdicar da política de “zero casos”, pelo menos enquanto a taxa de vacinação não chega aos 80%. “A taxa de vacinação tem de ser muito elevada para podermos pensar no afastamento da política de ‘zero casos’”, afirmou Leong Iek Hou, coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas e vigilância da doença.

      O Governo não vai deixar cair a política de “zero casos” até que a taxa de vacinação não ultrapasse os 80%. A garantia foi dada ontem na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

      Leong Iek Hou, coordenadora do núcleo de prevenção e doenças infecciosas e vigilância da doença, lembrou que há países que já abdicaram deste tipo de política e que começaram a conviver com o vírus. No entanto, Macau terá de esperar. “Só poderemos conviver com o vírus quando o número de casos for reduzido. Não queremos que haja uma grande mortalidade na população idosa ou situações de agravamento de estado clínico dos pacientes”, afirmou.

      “Se quisermos conviver com o vírus, temos de ter alta taxa de inoculação”, notou a clínica, lembrando que os países ou regiões que já começaram a conviver com o vírus “têm uma taxa [de vacinação] acima de 80% ou a vacina já foi efectivamente administrada na maioria dos idosos”. “A taxa de vacinação tem de ser muito elevada para podermos pensar no afastamento da política de ‘zero casos’”, reiterou.

      Ontem também entraram em vigor as novas medidas de entrada em Macau, que exigem que quem chega tenha de apresentar um certificado de vacinação. Questionada sobre se está a ser ponderada uma redução do período de quarentena para quem chega a Macau já vacinado com as duas doses, Leong Iek Hou deixou de lado a hipótese: “Mantemos o período de quarentena para pessoas com vacinação completa”.

      Wong Ka Ki, chefe do departamento do Ensino Não Superior dos Serviços de Educação, disse também ontem que, a partir da próxima semana, as escolas vão poder adoptar propostas de aprendizagem em casa. Estas propostas serão avaliadas de acordo com as necessidades das escolas e dos alunos, referiu.

      Ma Chio Hong, porta-voz do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), fez saber que os dois vietnamitas infectados com Covid-19, os casos 74 e 75, são suspeitos da prática de trabalho ilegal. Após a conclusão da observação médica por parte dos dois cidadãos do Vietname, as autoridades vão acompanhar os respectivos casos.

      Após o fim da terceira ronda de testagem em massa da população, Tai Wa Hou fez saber que, nesta ronda, 67% dos testados preferiram fazê-lo através da via oral, sendo que 33% preferiu a via nasal. O médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário explicou no entanto que o teste nasofaríngeo é ligeiramente mais preciso do que o orofaríngeo.