O rácio entre professores e alunos do ensino infantil era, no ano lectivo de 2011/2012, de 1:16,7; no presente ano lectivo, esse rácio diminuiu para 1:11,7. Os números foram revelados pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), em resposta a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado Ho Ion Sang.
A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) diz que o rácio entre professores e alunos do ensino infantil tem vindo a cair ao longo dos últimos anos lectivos. Segundo os dados oficiais, divulgados em resposta a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado Ho Ion Sang, no ano lectivo de 2011/2012, o rácio professor/aluno era de 1:16,7; no presente ano lectivo, esse rácio diminuiu para 1:11,7. Por outro lado, o rácio turma/professor do ensino infantil em Macau aumentou de 1:1,6, no ano lectivo de 2011/2012, para 1:2,3 no ano lectivo de 2024/2025.
Na resposta, a DSEDJ diz também que tem vindo a incentivar as escolas a contratarem docentes de forma a optimizarem os rácios para “aumentar a interacção entre docentes e alunos e os cuidados dos docentes para com os últimos”. As autoridades destacam ainda que, “actualmente, o ensino infantil da maioria das escolas presta diferentes tipos de serviços aos encarregados de educação e alunos com diferentes necessidades, tais como aulas suplementares, cuidados pós-aulas, transporte escolar e serviço de almoço, entre outros”.
Na interpelação, Ho Ion Sang dizia que a baixa taxa de natalidade da região está a provocar danos significativos na área da educação, com algumas escolas a enfrentarem “crises de sobrevivência” devido à falta de alunos, o que também poderá fazer, na perspectiva do deputado, com que a qualidade dos profissionais do sector diminua.
A DSEDJ respondeu que tem incentivado as escolas a elaborarem o seu plano de desenvolvimento, “de forma a elevar a qualidade educativa de Macau”, incluindo a aplicação da Avaliação Escolar Global, para incentivá-las a proceder “à optimização e ao desenvolvimento dos órgãos de direcção, dos currículos e do ensino, do apoio aos alunos, entre outros aspectos”. O plano de financiamento para o desenvolvimento das escolas do Fundo Educativo disponibiliza o plano piloto do ensino inteligente, “para apoiar as escolas a aplicarem tecnologias inteligentes e, deste modo, proporcionarem um ensino personalizado e preciso”, destaca a DSEDJ, acrescentando que, neste ano lectivo se realizaram cerca de 900 cursos de formação. Foram também promovidos trabalhos de investigação pedagógica interescolar, “para que os docentes de diferentes escolas possam aprender uns com os outros quanto aos resultados pedagógicos, com vista a elevarem a eficácia do ensino e da aprendizagem”.
As autoridades frisaram também que têm estado atentas às mudanças na área provocadas pela queda na taxa de natalidade e na população em idade escolar, tendo, por isso, sido criado o subsídio para promoção do desenvolvimento da escola, que atribui recursos adicionais às escolas que reúnam as condições necessárias, “para apoiar as mesmas na optimização ou na mudança, elevar a qualidade pedagógica e desenvolver as suas características pedagógicas”.
A DSEDJ promete ainda organizar visitas de equipas profissionais às escolas e proporcionar apoios financeiros, para as apoiar a melhorarem o seu ambiente de ensino, bem como sensibilizar os encarregados de educação para conhecerem melhor as características de diferentes escolas.











