Surto “impactou muito” as contas do “Lvsitanvs”

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FOTOGRAFIA PEDRO ANDRE SANTOS

Há um mês e meio que o restaurante da Casa de Portugal está fechado, devido às restrições impostas pelo Governo para lidar com o surto que se registou na região. Para um restaurante que abriu portas há seis meses, é “um desastre”, diz Amélia António. Além disso, os apoios prestados pelo Executivo às pequenas e médias empresas não abrangem o “Lvsitanvs”, lamenta a presidente da Casa de Portugal.

 

Inaugurado no início do ano, o “Lvsitanvs” viu as contas afectadas devido às restrições impostas pelo Governo para lidar com o surto que se registou na região. Está a ser “um desastre” para o restaurante da Casa de Portugal, admitiu Amélia António.

Recorde-se que assim que foi detectado o surto, a 18 de Junho, o Governo impôs restrições aos restaurantes, impedindo-os de receber clientes dentro dos seus espaços. A juntar a isso, houve duas semanas de confinamento.

O surto “impactou muito” as contas do “Lvsitanvs”, afirmou ao PONTO FINAL Amélia António, presidente da Casa de Portugal, que recorda que o restaurante “estava numa fase de arranque”, uma vez que começou a operar em Janeiro. Segundo Amélia António, a partir do segundo mês de operações, o restaurante começou a conseguiu cobrir as despesas. “Estava a funcionar bem com grande adesão das pessoas e da comunidade, mas tem encargos que, não funcionando, não há maneira de os tapar”, alertou.

Amélia António assinalou também que o restaurante da Casa de Portugal não vai poder receber os apoios concedidos pelo Governo às pequenas e médias empresas. O pacote de apoios tem em conta as declarações financeiras das empresas relativas aos anos de 2020 e 2022.

A presidente da Casa de Portugal lembra que o “Lvsitanvs” fez “um esforço enorme nas despesas de instalação e investimentos, porém, “quando arranca não está abrangida por estes apoios”. Assim, o restaurante terá de suportar os encargos com a renda e pessoal.

Apesar das restrições aos restaurantes, as autoridades continuaram a permitir que os estabelecimentos operassem através de ‘takeaway’. Contudo, essa não era uma opção viável para o “Lvsitanvs”. “As empresas que fazem essa distribuição exigem um depósito inicial muito alto e cobram entre 20% a 30% do preço daquilo que se vende. Não tínhamos hipótese de subscrever um serviço desses porque era mais um investimento. Isso ia obrigar a aumentar os preços”, justifica Amélia António.

Amanhã a região vai deixar o período de consolidação e entrar no período de estabilização. Apesar de ainda não haver detalhes sobre as medidas a serem impostas nesse período, as autoridades indicaram que será possível os restaurantes receberem clientes no interior dos estabelecimentos, mediante a apresentação de resultado negativo de teste de ácido nucleico e conforme outras orientações dos Serviços de Saúde.

Recorde-se que o “Lvsitanvs” abriu a 10 de Janeiro na Casa de Vidro, no Tap Seac, depois de vários contratempos, nomeadamente na obtenção da licença de operação. Constituído por dois andares, o espaço tem 50 lugares no rés-do-chão para refeições. Em cima situa-se a loja, com produtos artesanais, e um espaço flexível que pode oferecer mais 50 lugares para refeições, jantares privados e outras actividades.

 

PONTO FINAL