Ressalvando que há “muitos factores de instabilidade e incerteza” e que o ambiente económico de Macau vai “sofrer mudanças profundas e complexas”, o Chefe do Executivo afirmou que o Governo deve “enfrentar e lidar adequadamente com o problema do desenvolvimento desequilibrado da economia interna”.
Sam Hou Fai reuniu-se na segunda-feira com uma série de economistas e académicos para preparar as Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano. Durante o encontro, o Chefe do Executivo ouviu sugestões no âmbito do desenvolvimento da economia local e da Zona de Cooperação Aprofundada, entre outras. Na resposta, Sam avisou que a economia de Macau vai ter de ultrapassar vários desafios.
Na ocasião, o Chefe do Executivo lembrou que “o desenvolvimento económico global enfrenta muitos factores de instabilidade e incerteza”, e que, além disso, “o ambiente interno e externo do desenvolvimento de Macau vai continuar a sofrer mudanças profundas e complexas”. O líder do Governo sublinhou que há mudanças no modelo de consumo, o que também traz “novos desafios”.
O Chefe afirmou que o Governo “tem de enfrentar e lidar adequadamente com o problema do desenvolvimento desequilibrado da economia interna de Macau” e deve “promover a diversificação industrial e ajudar o desenvolvimento sustentável das PME, bem como desenvolver, da melhor forma, a exploração de Hengqin sob a cooperação entre Guangdong e Macau”.
Sam Hou Fai também disse ser necessário “promover a transformação de alta qualidade dos resultados de pesquisa científica dos estabelecimentos de ensino superior e injectar, constantemente, dinâmica no desenvolvimento sustentável da economia de Macau, através da integração profunda da indústria-universidade-investigação, para além de impulsionar continuamente a economia cultural e turística e aperfeiçoar o ambiente de negócios das PME e criar mais oportunidades de emprego para a população de Macau”.
No encontro, Samuel Tong, presidente do Instituto de Gestão de Macau e presidente da direcção da Associação de Estudo de Economia Política de Macau, pediu ao Governo para que seja criado um “mecanismo de acumulação de capital humano”, que seja impulsionada a “valorização e reconversão abrangente de indústrias tradicionais” e acelerada a segunda fase da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.
Por sua vez, Liu Ting Chi, director do Centro de Educação Contínua da Universidade de Macau (UM), professor da Faculdade de Gestão de Empresas daquela instituição de ensino e membro do Conselho para o Desenvolvimento Económico, apontou que o Governo deve atrair mais empresas internacionais para Hengqin.
Ricardo Siu, professor associado da Faculdade de Gestão de Empresas da UM, propôs o reforço do desenvolvimento da economia local e o apoio à transformação tecnológica das micro, pequenas e médias empresas. Henry Lei, chefe associado do departamento da Faculdade de Gestão de Empresas da UM e vice-presidente da direcção da Associação Económica de Macau, defendeu o apoio às pequenas e médias empresas e maior foco na captação de investimentos, por exemplo.











