O Governo de Timor-Leste e a embaixada da Nova Zelândia iniciaram ontem discussões sobre o programa de mobilidade laboral entre os dois países. “O objectivo deste encontro foi iniciar as discussões com a Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego (SEFOPE) sobre o sistema de mobilidade laboral. O esquema da Nova Zelândia aplica-se aos setores da horticultura e fruticultura”, disse aos jornalistas a embaixadora da Nova Zelândia em Timor-Leste, Helen Tunnah.
A embaixadora explicou que ainda não há uma data para o início do programa nem um número definido de trabalhadores, mas que espera, após as discussões com as autoridades timorenses, ter um “programa bem estruturado”.
Sobre os critérios para os trabalhadores timorenses se candidatarem a empregos na Nova Zelândia, a diplomata sublinhou que as equipas técnicas de ambos os lados discutirão os melhores benefícios possíveis para os trabalhadores.
O secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, Rogério Araújo Mendonça, explicou que a reunião ontem realizada foi extremamente importante, principalmente para avançar para a fase de uma eventual assinatura de um Memorando de Entendimento ainda este ano. “Não existe ainda um acordo entre os dois governos. Estamos apenas na fase de discussão. O governo da Nova Zelândia e a embaixada de Timor-Leste na Nova Zelândia continuarão a trabalhar em conjunto”, disse.
O secretário de Estado apelou também aos jovens que estão a preparar-se para o programa que verifiquem os centros de formação existentes nos municípios e a nível nacional, para se inscreverem em formações nas áreas já identificadas pela Nova Zelândia, nomeadamente horticultura e fruticultura.
Timor-Leste tem actualmente programas laborais, com a Austrália, Coreia do Sul e com o Japão.












