Quatro mil crianças vão ingressar no ensino infantil no próximo ano

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

 

Existem cerca de 4.000 crianças em idade adequada para ingresso no primeiro ano do ensino infantil no próximo ano, menos 13% em comparação ao presente ano lectivo. A redução do número de turmas está dentro de uma escala “razoável”, disse a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, garantindo estar a coordenar com as escolas para reduzir o impacto do declínio da taxa de natalidade no território.

 

O registo central para acesso escolar dos alunos que entram pela primeira vez no ensino infantil, no ano lectivo de 2025/2026, vai decorrer entre os dias 6 e 16 de Janeiro do próximo ano, anunciou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O organismo estima que o número de crianças em idade adequada para ingresso no primeiro ano do ensino infantil seja de cerca de 4.000, número mais baixo que o actual ano lectivo, de mais de 4.600.

O declínio da taxa de natalidade foi a razão que levou à diminuição no número de crianças que começam a vida escolar. Referindo que a quebra da natalidade é também “um problema global”, a DSEDJ admitiu que já houve redução do número de turmas neste ano lectivo de 2024/2025.

“Há um impacto, mas o ajuste do número de turmas está dentro de um âmbito razoável. Por causa do número de nascimentos, o número de alunos neste ano lectivo é inferior em 500 a 600 ao do ano lectivo anterior”, salientou Choi Man Chi, chefe do departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ, em declarações ao Canal Macau em língua chinesa.

Recorde-se que neste ano lectivo 4.600 crianças entraram pela primeira vez no ensino infantil, sendo o número do ano lectivo 2023/2024 5.200 alunos e mais de 5.300 para o ano 2022/2023 e 2021/2022, respectivamente. No ano lectivo 2020/2021 foram 5.400, menos 500 alunos do que no ano lectivo anterior, tendo o número atingido até 6.500 no ano lectivo 2017/2018.

A DSEDJ, desse modo, garantiu ter vindo a comunicar e a coordenar com as escolas a questão das vagas escolares, na esperança de que as escolas continuem a admitir alunos de acordo com o mecanismo flexível de 25 a 35 alunos por turma. “Algumas turmas podem não chegar a ter 35 alunos, mas o facto de ter menos alunos também permite aos professores da linha da frente cuidar e ensinar melhor cada criança”, frisou.

As escolas vão também fazer um ajustamento do trabalho dos professores, de forma a colocar os professores qualificados a ensinar em diferentes níveis de escolaridade, a fim de minimizar o impacto da diminuição da taxa de natalidade nas escolas.

 

65 ESCOLAS COM VAGAS SUFICIENTES

 

Os destinatários da medida do registo central são crianças que nasceram entre 2020 e 2022 e que vão ingressar no ensino infantil em Macau pela primeira vez. De acordo com a DSEDJ, para o ano lectivo que vem, o registo abrange 65 escolas, que oferecem “vagas suficientes”.

Segundo a apresentação das autoridades, os pais ou encarregados podem consultar as informações de acesso escolar de cada escola no site da DSEDJ a partir de amanhã e efectuar o registo entre 6 e 16 de Janeiro através da “Conta Única” ou na página electrónica da DSEDJ, ou nos balcões de atendimento do organismo.

Para cada criança, os pais ou encarregados podem escolher, no máximo, seis escolas em Macau e uma escola em Hengqin – escola destinada aos educandos dos residentes da RAEM. A DSEDJ explicou que a nova disposição está “em articulação com o desenvolvimento diversificado da educação e para satisfazer as necessidades educativas dos residentes de Macau que vivem no Novo Bairro de Macau em Hengqin”.

O período para a realização das entrevistas, para todas as escolas, decorrerá entre 1 e 25 de Março, e a lista de alunos admitidos será publicada em simultâneo, no dia 7 de Abril, no website da DSEDJ e pelas escolas, sendo que os pais ou encarregados de educação dos alunos admitidos terão de aceder, até 9 de Abril, ao sistema do Registo Central para confirmar a escola que os seus educandos irão frequentar.