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      Universidades e empresas vão ser separadas no âmbito de candidaturas a financiamento a partir de Julho

      Foram aprovados no ano passado 639 projectos ao abrigo do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT), com um montante total de cerca de 350 milhões de patacas. O peso dos projectos destinados à aplicação aumentou significativamente e ultrapassou 88,3%, principalmente nas áreas da saúde abrangente (‘Big Health’), tecnologia da informação, engenharia e materiais. Este ano, o FDCT quer melhorar vários programas específicos de apoio financeiro, com uma divisão em dois sistemas, para as universidades e as empresas, de modo a motivar o investimento na investigação.

       

      O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) realizou ontem uma conferência de imprensa sobre o relatório anual de trabalho. Segundo o presidente do Conselho de Administração, Chan Wan Hei, e o membro do Conselho, Ip Kuai Lam, o apoio financeiro destinado à Investigação Científica Geral vai ser separado em dois sistemas de apoio financeiro, nomeadamente para as instituições de ensino superior e empresas, acreditando que a reforma pode ajudar no reforço da capacidade de investigação e desenvolvimento (I&D) das empresas e facilitar o impulsionamento da integração indústria-universidade-investigação na área de Ciência e Tecnologia. A medida pode entrar em funcionamento em Julho deste ano.

      Ip Kuai Lam confessou que os grandes projectos são geralmente mais favorecidos e prevalecentes, e, anteriormente, os projectos apresentados pelas instituições de ensino superior e pelas empresas foram apreciados no mesmo concurso, em detrimento da generalidade das empresas, o que resultou numa baixa taxa de aprovação para as candidaturas das empresas. Para evitar a desmotivação nos candidatos de empresas, o FDCT pretende dividir o programa de apoio financeiro em dois canais separados, a partir de diferentes instrumentos avaliativos. Na fase inicial classificar-se-á em três categorias, com diferentes critérios de elegibilidade de candidatura.

      A ser questionado sobre os projectos desenvolvidos conjuntamente pelas universidades e empresas, Ip Kuai Lam disse que os candidatos podem escolher, e se forem iniciativas orientadas pelas empresas, pode-se apresentar a candidatura ao abrigo do programa de apoio financeiro para projectos de empresas. Salientou também que o organismo encoraja a colaboração em I&D entre as instituições de ensino superior e as empresas. O membro do Conselho apontou que, actualmente, a qualidade de investigação conduzida pelas universidades locais é “elevada”, mas a capacidade de I&D das empresas permanece relativamente baixa, acreditando que as empresas podem ser beneficiadas com a assistência prestada pelas universidades, promovendo assim a futura integração indústria-universidade-investigação na área de ciência e tecnologia.

      O dirigente do FDCT revelou que o organismo pretende estabelecer duas ou três novas plataformas de investigação científica neste ano, promover o desenvolvimento interdisciplinar e apoiar a I&D em colaboração com as empresas. Ip Kuai Lam adiantou que, para o programa específico de apoio financeiro do laboratório e centro de I&D, o prazo de candidatura terminou no ano passado e já entrou na fase de apreciação. Os projectos candidatos vão ser analisados e aprovados na próxima reunião de Conselho de Curadores.

      Resumindo o trabalho realizado no ano passado, Chan Wan Hei admitiu que, após a reestruturação do Fundo em 2021, o FDCT ajustou activamente as áreas de apoio financeiro no que diz respeito à direcção das Linhas de Acção Governativa, incluindo o apoio prioritário à investigação aplicada, reforço da promoção da transformação de resultados, incentivo à cooperação indústria-universidade-investigação e apoio à I&D das empresas. Em relação ao ano passado, o FDCT atribuiu apoio de financiamento a 639 projectos, no valor de cerca de 350 milhões de patacas.

       

      PONTO FINAL