Despesas de turistas em Macau crescem 16,4% no primeiro semestre

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

Macau viu crescer o comércio ligado ao turismo neste último semestre, com um aumento de 16,4% nas despesas dos visitantes, que chegou a um total de 37,79 mil milhões de patacas. Apesar da despesa per capita ter caído 18,9% em relação ao ano anterior, houve um crescimento de 40,5% comparado a 2019. Enquanto alguns visitantes de certos mercados experimentaram uma redução nas despesas, outros, como os provenientes de países como Singapura e Japão, mostraram um aumento significativo.

 

Os dados do inquérito às despesas dos visitantes em Macau revelam uma substancial evolução nas despesas totais, que ascenderam a 37,79 mil milhões de patacas durante o primeiro semestre de 2024. Este valor representa um aumento de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e um crescimento de 15,8% face ao primeiro semestre de 2019. O relatório, elaborado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), destaca igualmente a divisão entre turistas e excursionistas, onde se registaram despesas de 30,45 mil milhões de patacas por parte dos turistas e 7,33 mil milhões de patacas pelos excursionistas. Este aumento corresponde a incrementos de 13,1% e 32,4%, respetivamente, em termos anuais.

A análise do semestre em apreço demonstra que a despesa per capita dos visitantes se situou em 2.260 patacas, o que representa um acréscimo de 40,5% em relação a igual período de 2019. No entanto, verificou-se uma diminuição de 18,9% em comparação com o semestre anterior, evidenciando o impacto da elevada base de comparação do primeiro semestre de 2023, caracterizado pela libertação das restrições de despesas dos visitantes, especialmente no início do ano passado. Por parte dos turistas, a despesa per capita atingiu 3.889 patacas, enquanto os excursionistas gastaram em média 825 patacas. A diminuição em termos anuais foi de 12,4% e 16,9%, respectivamente.

Durante o primeiro semestre de 2024, os visitantes concentraram as suas despesas em compras, que representaram 47,1% do total per capita, seguidas pelas despesas em alojamento (24,6%) e em alimentação (20,5%). Quando analisamos o motivo da visita a Macau, os dados mostram que os visitantes que participaram em convenções e exposições gastaram em média 4.992 patacas, um aumento de 6,5%, enquanto aqueles que assistiram a espectáculos ou competições e que vieram para férias apresentaram despesas per capita de 5.656 patacas e 2.741 patacas, ambas com decréscimos de 10,1% e 17,7%, respectivamente.

Relativamente às principais origens dos visitantes, as despesas per capita dos visitantes do interior da China chegaram as 2.632 patacas, os visitantes de Hong Kong gastaram em média 1.085 patacas e de Taiwan um total de 2.096 patacas por pessoa, o que aponta para uma redução, em termos anuais, de 25,5%, 8,7% e 9,1%, respectivamente.

Além disso, no âmbito internacional, os visitantes de Singapura, com um gasto médio de 2.592 patacas, da República da Coreia, com uma média de 2.592 patacas por pessoa, da Tailândia, com 2.522 patacas, do Japão, com 1.945 patacas, e da Malásia, com 1.754 patacas por pessoa, também registaram um crescimento significativo, variando entre 20% e 100%.

A análise do segundo trimestre de 2024 apresentou um cenário misto. A despesa total dos visitantes foi de 17,44 mil milhões de patacas, reflectindo uma ligeira descida de 0,2% em termos anuais, enquanto a despesa per capita também registou um decréscimo de 14,8%, fixando-se em 2.223 patacas. No entanto, em comparação com o segundo trimestre de 2019, observou-se um incremento de 11% para a despesa total e de 40,5% para a despesa per capita dos visitantes. Os visitantes que assistiram a espectáculos ou competições e que participaram em convenções e exposições foram aqueles que apresentaram as despesas per capita mais elevadas, com valores de 5.486 patacas e 4.832 patacas, respectivamente.

Segundo a DSEC, esta análise detalhada e perspicaz das despesas dos visitantes constitui um importante indicador da recuperação e do desenvolvimento do sector turístico em Macau, mantendo a relevância da região como um dos principais destinos a nível internacional.