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      Rendas das lojas voltam a subir e recuperam até 80% do valor na Vila da Taipa antes da pandemia  

      As rendas de espaços comerciais na Vila da Taipa, tradicionalmente zona turística de Macau, regressaram ao nível de 80% dos preços registados antes da pandemia. A agência imobiliária Centaline (Macau) referiu que a maioria das lojas da zona foram arrendadas com sucesso depois da reabertura da fronteira, mas os investidores ainda estão mais conservadores em relação à compra das lojas.

       

      A recuperação de turistas na Vila da Taipa está robusta, fazendo com que as rendas das lojas na zona tenham começado a aumentar desde o início do ano e, de acordo com a agência imobiliária Centaline (Macau), os preços atingiram recentemente a 100 mil a 150 mil patacas, o que corresponde a 80% do nível antes da pandemia.

      As previsões optimistas sobre a tendência do ambiente de negócio também contribuíram para baixar a taxa de desocupação dos espaços comerciais na zona turística da Taipa para 20%. “Depois de alguns meses de ‘digestão’, a taxa de desocupação das lojas na Vila da Taipa caiu do pico de 50% para 20%, e a maior parte das vagas deve-se ao projecto de remodelação ou não está disponível para alugar por intenção de proprietários. Assim, as propriedades que podem realmente ser arrendadas são bastante raras”, revelou Jack Chong, director de investimento de Macau e da Grande Baía da agência Centaline.

      O agente imobiliário recordou que muitos comerciantes tinham deixado de fazer negócio na Vila da Taipa e desistido do arrendamento das lojas logo depois do surto epidémico em 2020, sendo que a maioria dos comerciantes que continuaram a fazer negócio na zona são os proprietários do espaço, ou são inquilinos que foram beneficiados com desconto do arrendamento para superar as dificuldades.

      “Desde o levantamento das restrições da China e de Macau, o número de entrada de visitantes disparou, registou-se um aumento muito significativo da procura de lojas nas zonas das Ruínas de São Paulo, do Largo do Senado, na Vila da Taipa e na Rua do Cunha, impulsionando as transacções de arrendamento em Macau”, observou.

      Segundo Jack Chong, a renda mensal das lojas nas imediações da Rua do Cunha chegava a 200 mil patacas antes da pandemia, e caiu para 30 mil patacas durante os surtos de Covid-19. Entretanto, “devido à retoma de turismo e ao balanço encorajador da Semana Dourada, os comerciantes estão agora dispostos a pagar 100 mil a 150 mil para arrendamento”, disse.

      A Rua do Cunha tem sido uma atracção popular entre os turistas que visitam Macau, com várias lojas de lembranças e restaurantes de gastronomia portuguesa e chinesa. Jack Chong salientou que a oferta das lojas nesta rua é muito limitada, pelo que alguns comerciantes optam por lançar o negócio nas ruas subjacentes, apesar de um preço relativamente elevado, de cerca de 100 mil patacas, sendo dois terços das rendas das lojas na Rua do Cunha.

      Nesse sentido, o responsável prevê que o nível das rendas na Vila da Taipa mantenha-se ​​no curto prazo, dado que, por um lado, não existem muitos imóveis comerciais disponíveis no mercado e os inquilinos deverão continuar o contrato de arrendamento.

      Relativamente à compra e venda das lojas, Jack Chong frisou que o preço das propriedades em prédio rondava entre 80 milhões a 150 milhões de patacas e, actualmente, os proprietários que pretendem vender os seus imóveis também não aumentaram significativamente os preços.

      “Embora haja investidores que estão interessados em adquirir imóveis no momento, devido ao impacto severo da pandemia, os investidores podem continuar a estar preocupados que o retorno do arrendamento será afectado caso o número de turistas venha a diminuir. O factor de risco aumenta e vão continuar a observar a situação por mais algum tempo”, apontou.

      Recorde-se que os dados estatísticos divulgados pela agência Centaline (Macau) mostram que foram registados 365 novos arrendamentos das lojas em Macau no primeiro trimestre do ano, equivalente a um aumento de 52% face ao trimestre anterior.

      A Centaline salientou ainda que muitas transacções de arrendamento de alto valor foram nas zonas turísticas e ao redor dos casinos, cujas rendas mensais subiram entre 75% e 178% em comparação com o período antes da abertura da fronteira.