Construção de recinto para espectáculos ao ar livre pode custar até 113 milhões de patacas

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Foram reveladas na sexta-feira as propostas para a construção da zona de espectáculos ao ar livre, no Cotai. Foram convidadas para o concurso seis empresas de construção, que apresentaram propostas entre os 93,8 e os 113,4 milhões de patacas. O prazo de construção será de 107 dias úteis, revela o documento divulgado pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP).

 

A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) convidou seis empresas de construção para apresentarem as suas propostas para a empreitada da zona de espectáculos ao ar livre. As propostas foram conhecidas publicamente na sexta-feira, sendo que a que apresenta o valor mais baixo foi apresentado pela Companhia de Decoração San Kei Ip, Limitada (93,8 milhões de patacas) e o mais alto foi apresentado pela Companhia de Construção Cheong Kong, Limitada (113,4 milhões de patacas). O prazo de execução da empreitada é idêntico para todas as propostas: 107 dias úteis.

A obra vai ser executada no Cotai, no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, estando virada a norte para a Rua de Ténis e a nordeste para a Avenida do Aeroporto, junto ao Grand Lisboa Palace. O terreno tem uma área de 94 mil metros quadrados.

A DSOP explicou agora que esta obra consiste na construção de pavimento em betão armado, de sistemas electromecânicos complementares e instalações de drenagem de água e serão instaladas salas funcionais móveis dentro da zona de espectáculos, tais como casas de banho, gabinetes para a equipa de actividade, salas de descanso, entre outros. O centro da zona de espectáculos é decorado como zona de espectadores, o do lado oeste como zona de espera para a entrada (Inspecção de segurança), o do lado norte como palco/ zona de apoio logístico e o do lado sul como zona de evacuação.

Este espaço para espectáculos de grande envergadura ao ar livre terá capacidade para receber 50 mil espectadores. Em meados de Junho, o Instituto Cultural (IC) tinha indicado que o espaço poderia começar a receber espectáculos em 2025.

Neste local para espectáculos ao ar livre serão criadas instalações básicas e equipamentos complementares para a realização dos espectáculos de grande escala. “Com o aproveitamento dessas instalações e equipamentos do novo espaço, poderão ser introduzidos programas de artes performativas de nível internacional, atraindo as instituições, tanto de Macau como do exterior, que planeiam e organizam festivais culturais ao ar livre, programas de artes performativas e digressões, para virem a Macau realizar espectáculos de nível internacional”, indicaram as autoridades, acrescentando que, “no futuro, o Governo da RAEM continuará a apoiar proactivamente o desenvolvimento da indústria das artes performativas e a envidar todos os esforços para construir a cidade de espectáculos através de políticas culturais diversificadas”.