O Ministério Público (MP) informou ontem que dois menores oriundos de Hong Kong que são suspeitos de terem cometido burlas com uso de telecomunicações vão ficar em prisão preventiva.
No comunicado, o MP diz que, segundo o que foi apurado, os suspeitos de uma associação criminosa terão efectuado chamadas telefónicas a vários idosos de Macau alegando falsamente que eram familiares ou amigos deles e precisavam de dinheiro para situações de emergência, o qual foi recebido depois em Macau pelos dois arguidos menores oriundos de Hong Kong que se fizeram passar por advogado e seu assistente, entre outras figuras. O inquérito envolveu um valor de cerca de 270 mil patacas.
Os dois jovens foram indiciados pela prática do crime de burla de valor consideravelmente elevado, burla de valor elevado, e burla. Estes crimes prevêem pena de prisão até 10, cinco e três anos, respectivamente.
Após o primeiro interrogatório judicial aos dois arguidos, tendo em conta o facto de não serem residentes de Macau e a gravidade dos factos, o Juiz de Instrução Criminal, sob a promoção do Delegado do Procurador titular do respectivo inquérito, aplicou-lhes a medida de coacção de prisão preventiva, no sentido de se evitar a sua fuga de Macau, a continuação da prática de actividade criminosa da mesma natureza e a perturbação da ordem pública e tranquilidade social.
O MP aproveita também para indicar que, no período compreendido entre Janeiro de 2023 e Maio de 2024, foram deduzidas 38 acusações respeitantes a crimes praticados pelos menores que completaram 16 anos, envolvendo 41 acusados. Registaram-se 138 processos de regime tutelar educativo ou de protecção social relativos a infracções cometidas pelos menores que não completaram 16 anos, envolvendo 183 indivíduos.
O MP “apela aos cidadãos para reforçarem a sua consciência jurídica e darem mais amparo e educação aos menores, de modo a evitar que os mesmos sejam utilizados pelos criminosos para praticarem actos criminosos que prejudiquem a sociedade”.











