Macau vai começar a trocar informação financeira com Malta para prevenir o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo, anunciaram ontemas autoridades.
Segundo o Boletim Oficial, o Gabinete de Informação Financeira (GIF) vai assinar um acordo com a Unidade de Análise de Inteligência Financeira de Malta. Num despacho datado de 16 de Novembro, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, autoriza a coordenadora do GIF, Chu Un I, a assinar o memorando de entendimento.
Macau e Malta assinaram em 2013 um acordo para a troca de informações em matéria fiscal. O GIF recebeu este ano, até ao final de Setembro, 1.677 relatórios sobre transacções suspeitas, menos 13,4% do que em igual período de 2021. Mais de metade dos relatórios vieram das operadoras de casinos.
Ao contrário de Macau, os jogos de fortuna e azar através da Internet são legais em Malta, de acordo com a Autoridade do Jogo do arquipélago europeu. Em Outubro, o Parlamento Europeu criticou a falta de progresso em Malta “na repressão de atos de corrupção e de branqueamento de capitais”, questões que a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia estava a investigar quando foi assassinada, há cinco anos.
Em Junho, o Grupo de Acção Financeira, um órgão de vigilância internacional contra actividades ilegais e criminosas, retirou Malta da “lista cinzenta” de vigilância reforçada no combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
Segundo o relatório anual do GIF, divulgado no final de Agosto, Macau era o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais “que logrou obter a aprovação em todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição maciça.
No entanto, o relatório anual do Departamento de Estado dos EUA, divulgado em Março, designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial.











