As autoridades de saúde de Macau estão a ponderar mais restrições para quem chega de Hong Kong. Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Leong Iek Hou falou na possibilidade de os indivíduos que tiveram Covid-19 apenas poderem entrar em Macau dois meses depois da manifestação da doença. A medida já é aplicada desde Outubro do ano passado a quem tem de entrar em Macau através de aviões civis. As autoridades disseram também que estão a estudar a exigência de mais testes a quem chega vindo da região vizinha, bem como um ajustamento do período de quarentena.
Devido ao surto de Covid-19 pelo qual Hong Kong está a passar, as autoridades de Macau estão a ponderar endurecer as restrições para quem chega vindo da região vizinha. Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Leong Iek Hou disse que está a ser estudada a possibilidade de ser aplicada a medida que exige que os indivíduos que tiveram Covid-19 apenas possam entrar em Macau dois meses depois da manifestação da doença, à semelhança daquilo que já acontece desde Outubro do ano passado para quem tem de entrar em Macau através de avião civil.
A clínica também colocou em cima da mesa a possibilidade de virem a ser exigidos mais testes a quem chega do território vizinho. Actualmente, quem chega de Hong Kong tem de apresentar um certificado negativo de um teste de ácido nucleico. “Não afasto a possibilidade de pedirmos às pessoas que voltam de Hong Kong que façam mais testes de ácido nucleico antes da sua partida de autocarro para Macau”, disse Leong Iek Hou, ressalvando que “mesmo fazendo os testes em diferentes dias não podemos assegurar que a pessoa não esteja infectada porque há um período de incubação pelo que a observação médica é fundamental”.
A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis falou também na possibilidade de serem ajustadas as quarentenas para quem chega vindo de Hong Kong: “Nós vamos tentando fazer estudos para ver se há ou não a necessidade de ajustamento [das quarentenas]”.
Actualmente, quem chega a Macau vindo de Hong Kong tem de se sujeitar a uma quarentena de 14 dias mais sete dias de autogestão de saúde. Já os residentes que têm de entrar em Macau vindos da Europa, por exemplo, têm de se sujeitar a uma quarentena de 21 dias mais os sete dias de autogestão de saúde. Questionada sobre se as autoridades pensam diminuir o período de quarentena para quem vem de outros locais, Leong Iek Hou disse apenas que é necessário “analisar o risco da fonte”, não dando mais informações.
Na conferência de ontem, Luís Gomes, representante da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), anunciou que este fim-de-semana se irá realizar uma campanha de vacinação junto das crianças. Leong Iek Hou também anunciou que o lote da vacina BioNTech para crianças deverá chegar a Macau no segundo trimestre deste ano.
Por fim, Lau Fong Chi, representante dos Serviços de Turismo, voltou a dizer que há uma “grande pressão” no que toca às reservas no hotel Tesouro, hotel de observação médica especializada e onde ficam as pessoas que chegam vindas das regiões de alto risco, como a Europa e Hong Kong, por exemplo. As autoridades dizem estar a procurar um novo hotel para observação médica.
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