Plano para a Zona Norte da Taipa prevê bairro ecológico com menor densidade populacional

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A Zona Norte da Taipa recebeu um plano actualizado de ordenamento urbanístico, através do qual o Governo pretende aumentar os espaços verdes e equipamentos de utilização colectiva da zona, bem como a melhoria das vias públicas. O plano prevê cerca de 20 mil habitantes para esta área. A Direcção dos Serviços dos Solos e Construção Urbana garante o equilíbrio das necessidades de conservação de árvores antigas e do desenvolvimento e revelou que serão construídos um parque de conjunto de árvores antigas e um parque da Zona Norte da Taipa, além de criar um sistema de “mobilidade suave” com passeios pedonais e passagens superiores para peões.

 

A Direcção dos Serviços dos Solos e Construção Urbana (DSSCU) apresentou o plano mais actualizado sobre o Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa, com a esperança de transformar a área numa zona de habitação ecológica, dotada de melhores infraestruturas de apoio social e comunitário e mobilidade urbana facilitada.

De acordo com o plano, o Governo pretende baixar a capacidade de carga populacional planeada na zona, para uma população estimada de 20 mil habitantes, que residirão em 28 lotes de solos de uso habitacional “H2”, ou seja, parcelas que se destinam preferencialmente à construção de edifícios de habitação plurifamiliar e de edifícios com finalidade mista.

O número de terrenos para uso habitacional representa 29,1% da área total em planeamento, onde foram delimitados actualmente 54 lotes para fins construtivos, com uma área total de construção de 222 mil metros quadrados.

O plano foi apresentado ontem numa reunião do Conselho do Planeamento Urbanístico, onde a DSSCU salientou o posicionamento da Zona Norte da Taipa como uma zona habitacional e comercial que integra “paisagens da colina” e “diversos modos de vida e indústria”.

Quanto à área de intervenção do presente plano, segundo a DSSCU, foram efectuados “ajustamentos pontuais” à área prevista na última versão do mesmo plano em 2013, tendo como referência o limite da UOPG Taipa Central – 2  definido no Plano Director da RAEM.

Desse modo, a área total de intervenção estende-se a Leste até à Avenida Padre Tomás Pereira e à Estrada Almirante Magalhães Correia, a Sul até à Estrada da Ponta da Cabrita e à Estrada Coronel Nicolau de Mesquita, a Oeste até à Avenida Dr. Sun Yat-Sen, a Norte até ao Caminho das Hortas e à Rua de Tin Chon.

O plano propõe uma área bruta total de construção de cerca de 1.052.000 metros quadrados. Além dos solos de uso habitacional, a zona verde ou espaços públicos abertos representarão 24,7% do total da área, a zona comercial 6,5% e a zona turística e de diversões 1,8%. Já a de equipamentos de utilização colectiva ocupará 6,5% da área total, enquanto 31,4% será uma zona de infra-estruturas públicas. Define-se ainda que a altura máxima dos edifícios na zona é de 90 metros.

 

ESPAÇOS VERDE AUMENTADOS

 

Um dos destaques do planeamento actual é a criação de uma comunidade “verde e sustentável” integrada na paisagem montanhosa. “Nesta zona, pretende-se salvaguardar o património cultural e as árvores antigas e de reconhecido valor, aperfeiçoar as vias públicas e a rede de espaços verdes”, afirmou a DSSCU.

O plano prevê um total de 55.000 metros quadrados de espaços verdes e públicos abertos na zona, um aumento de mais de 2,2 vezes na área per capita da zona verde ou espaços públicos abertos em comparação ao plano de 2013.

Está na agenda do Governo a construção do Parque de conjunto de árvores antigas e do Parque da Zona Norte da Taipa. “À excepção das vias existentes, a maior parte das novas faixas de rodagem não interfere nas áreas de protecção das árvores antigas existentes e das árvores de grande porte”, assegurou a DSSCU.

Serão construídos também três corredores visuais paisagísticos, incluindo um para o Conjunto de árvores antigas em Direcção ao Miradouro da Taipa Grande; um da Rotunda Dr. Sun Yat Sen em direcção ao conjunto de árvores antigas; e um do Templo de Kuan Tai e Tin Hau em direcção à Colina da Taipa Grande. O organismo espera formar pontos públicos que integram a protecção do património cultural com áreas de lazer para os cidadãos.

Lai Weng Leong, director da DSSCU, afirmou que as autoridades vão continuar a equilibrar as necessidades de conservação e desenvolvimento, garantindo assim a “protecção adequada” das árvores antigas. Citado pela Rádio Macau em língua chinesa, Lai Weng Leong disse que o plano já tem em conta a conservação das árvores antigas e os interesses de desenvolvimento dos terrenos privados circundantes, sendo que as medidas concretas de protecção terão de ser implementadas em conjunto com os projectos de desenvolvimento dos respectivos proprietários.

 

REDE DE MOBILIDADE

 

A DSSCU sugeriu criar uma “rede de mobilidade suave” tridimensional, composta por passeios pedonais, passagens aéreas pedonais e passagens superiores para peões. Está prevista a extensão da travessia pedonal ao longo da Avenida de Guimarães até ao Colégio Anglicano de Macau, bem como cinco passeios pedonais principais que interligam os equipamentos de utilização colectiva na zona, ligando-se à Colina da Taipa Grande.

Em relação aos equipamentos de utilização colectiva, dos sete lotes destinados a solos independentes para equipamentos de utilização colectiva, dois lotes serão para equipamentos educativos e cinco lotes destinam-se, respectivamente, a solos para equipamentos culturais, para equipamentos e instalações das entidades públicas, para equipamentos religiosos, para equipamentos sociais e para equipamentos recreativos e desportivos. Segundo a DSSCU, a área per capita de solos destinados a equipamentos de utilização colectiva é 1,7 vezes superior à prevista no plano de 2013.

Estão planeados também dois lotes novos destinados, respectivamente, a uma nova subestação de alta tensão e uma nova estação elevatória de águas pluviais.