O Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui Macau realizou um inquérito junto de jovens dos 13 aos 35 anos sobre a utilização da internet e de ferramentas de inteligência artificial (IA), concluindo que aproximadamente 39% dos jovens experienciam níveis elevados de solidão, indicando necessidades sociais não satisfeitas. Verifica-se que quase 23% dos jovens optam por conversar com IA quando sentem “emoções negativas”, com cerca de 35% a considerar isso “útil”.
Os resultados do inquérito, citados pelo jornal Ou Mun, dizem que “o papel da IA no apoio emocional deve ser visto com cautela”, incentivando os jovens a procurarem ajuda junto de assistentes sociais, terapeutas e outros profissionais.
Além disso, o inquérito mostra também que aproximadamente 68% dos inquiridos demonstram falta de compreensão sobre as “ilusões da IA”, por exemplo, resultados erróneos ou enganadores, indicando uma “consciência insuficiente dos riscos associados às aplicações de IA”. Os estudos indicam uma correlação positiva entre a literacia digital e a literacia em IA, com níveis mais elevados de literacia correlacionados com níveis mais baixos de ansiedade e depressão, destacando a importância de melhorar a literacia para a saúde mental.
Uma percentagem de 65% dos inquiridos apresenta distúrbios do sono. Embora quase 90% concorde que o exercício físico seria benéfico, apenas 60% pratica exercício semanalmente, com uma duração média de aproximadamente 3,06 horas.
Os resultados deste inquérito mostram que o tempo diário de utilização das redes sociais pelos jovens aumentou significativamente, de aproximadamente 1,64 horas em 2022 para cerca de 3,53 horas em 2025. Segundo a associação Sheng Kung Hui, embora a autoavaliação da literacia digital dos jovens tenha melhorado, as suas pontuações práticas nos campos da utilização e gestão e da ética e consciência online são relativamente baixas, “reflectindo a necessidade de melhoria na autogestão e no julgamento ético”.











