O Governo está a estudar melhorias e o alargamento de utilização do seu sistema de monitorização de fluxo de pessoas, em resposta à necessidade do controlo de multidões, sobretudo durante feriados e após grandes eventos. O Gabinete do Secretário para a Segurança revelou que considera expandir a aplicação do sistema a mais locais e postos fronteiriços, além das actuais zonas das Ruínas de São Paulo, do Largo do Senado e das Portas do Cerco.
O Gabinete de Chan Tsz King, secretário para a Segurança, referiu que vai optimizar o “Sistema de previsão e alerta de fluxo de pessoas”, sistema do Governo que monitoriza a densidade de pessoas em tempo real através dos dispositivos de sensores para um melhor controlo das multidões e escoamento do trânsito.
A afirmação surgiu em resposta a uma interpelação escrita de Leong Pou U, deputado que alertou para a sobrecarga da zona do Cotai e dos postos fronteiriços durante o Ano Novo, devido ao aumento brusco do fluxo de passageiros que participaram nas actividades do réveillon. Pediu, assim, para se alargar o âmbito do sistema de previsão do fluxo de pessoas.
Nos trabalhos de optimização do sistema, em concreto, as autoridades vão integrar os dados provenientes dos diversos equipamentos de detecção e optimizar os modelos dos algoritmos. Em conjunção com análises sistemáticas por zonas, o sistema vai criar uma previsão da densidade do fluxo de pessoas por zona, segundo o Executivo, com vista a proporcionar mais fundamentos científicos para o controlo do fluxo de pessoas e do trânsito.
O Gabinete do secretário para a Segurança acrescentou ainda que está a considerar a expansão do sistema para locais ou postos fronteiriços com maior fluxo de pessoas, com base numa avaliação geral de vários factores, tais como a viabilidade da instalação do sistema e a suficiência das instalações complementares ambientais.
Actualmente, o “Sistema de previsão e alerta de fluxo de pessoas” está instalado nas zonas entre as Ruínas de São Paulo e o Largo do Senado, e no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, do lado das partidas.
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) começou a utilizar este sistema em 2019, que trata e analisa os dados por meios informatizados e emite alertas e fornece fundamentos científicos para a polícia implementar atempadamente o controlo do fluxo de pessoas e a gestão da ordem.
Segundo a apresentação do organismo, o sistema utiliza sensores para classificar a densidade de pessoas numa área em quatro níveis: “Confortável”, “Moderado”, “Pouco Lotado” e “Congestionado”. O sistema inclui também telas de exibição de informações e dispositivos de transmissão de áudio para permitir que cidadãos e turistas acedam a informações sobre a situação de densidade das zonas, sobretudo turísticas.
Em relação às necessidades acrescidas de deslocação de cidadãos e de turistas durante os feriados e após grandes eventos, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Tráfego (DSAT), citada na resposta, disse que já dispõe de um mecanismo permanente de coordenação interdepartamental, com planos de contingência antecipadamente definidos.
As autoridades garantiram ter adoptado medidas de orientação do transporte público, incluindo a extensão do horário de serviço, o aumento da frequência das carreiras, a criação de carreiras sazonais e de pontos temporários de escala. A DSAT indicou ter coordenado com as empresas, procurando reforçar os serviços de autocarros de vaivém para a dispersão célere de passageiros nas zonas de maior concentração. “Em simultâneo, é ajustada dinamicamente a capacidade de transporte público com base em dados de tráfego em tempo real, reforçada a frequência das carreiras e optimizada a organização de carreiras provisórias”, defendeu. O Executivo prometeu ainda que irá rever, com os serviços competentes e as operadoras do Metro Ligeiro e de autocarros, as disposições provisórias de trânsito e as orientações para peões, elevando assim a eficiência global da circulação.











